quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Último dia de bom tempo?

Foi no dia 22 deste mês que nos fizemos ao mar na esperança de reencontrar os tão famosos "lareiros" (gorazes grandes). Tudo estava de feição, pois o dia parecia primaveril. Enquanto o Sol espreitava tímido no horizonte, já o motor de 175Cv do nosso Amigo Barros roncava a toda a força e fazia a nossa embarcação voar sobre um mar calmo e estanhado.



O vôo nestas condições foi muito rápido e em menos de uma hora chegamos ao pesqueiro, sem turbulências. Já lá estava o Comandante do Negrão, o Luís Lareiro e o Urubu, numa outra embarcação. Ao chegarmos, acenavam com bons gorazes acabados de pescar. Se já íamos com vontade, com mais ficamos!



Pescamos toda a manhã e início de tarde, debaixo de um sol agradável que por períodos se ia escondendo nas nuvens, mas sempre com uma temperatura amena que ainda me permitiu uma boa soneca na proa do barco num período em que a actividade do peixe diminuiu.
Como é habitual reinou a boa disposição, desta vez com a interactividade entre os dois barcos fundeados lado a lado. O que já não é tão habitual é a presença de pequenas aves (migratórias?) que vêm pousar no nosso barco e em nós! Pareciam aves domésticas! Provavelmente a aproveitar o último dia de bom tempo antes da tempestade, tal como nós...



No final, a pesca também foi muito razoável, com capturas de bons pargos, gorazes, carapaus, fanecas, sargos, choupas e congros.








Terá sido o último dia de bom tempo? Provavelmente! Mas não foi a última boa pescaria deste ano com certeza!



quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Radical até partir!

Desde que a minha segunda filha nasceu, faz pouco mais de um mês, as minhas noites são feitas de sonos intermitentes. Nada que não esteja habituado, ou não trabalhasse pelo menos uma vez por semana de noite. Hoje acordei com ela pouco antes das 7 da manhã, olhei pela janela e ainda estava escuro e resolvi aproveitar o acordar precoce e fui pescar.
Não gosto nada de ir sozinho, mas àquela hora não ia telefonar a ninguém!

Chegado ao local, em plena alvorada, o cenário era o ideal: conjugação de bom tempo, ausência de vento, mar a trabalhar certinho e a água com uma cor brutal cheia de espuma e esverdeada. Após uns 20 minutos sinto o primeiro ataque numa Angelkiss; um ataque franco, convicto e diferente para muito melhor dos (poucos) que tenho tido nos últimos meses! A melodia há muito não escutada do drag alegrou os meus ouvidos!
Posto a seco em pouco tempo, foi fotografado e filmado com dedicatória.





A manhã estava mais do que ganha e o sol erguia-se no horizonte, projectando a minha sombra sobre a água. Como não gosto que isso aconteça, preparava-me para ir para casa quando me lembrei dos meus amigos Varadas e Urubu dizerem que mesmo em Outubro o peixe atira-se ao passeante. Já há dois dias tinha experimentado sem qualquer resultado, mas a maré aproximava-se do fim e as pedras estavam cada vez mais descarnadas. O meu amigo King na última jornada de pesca tinha ali perdido uma amostra e eu sabia que o local era baixo. Foi dito e feito - Hidro Pencil bege na água! Vários lançamentos nesse local baixo e nada. Depois de umas 20 ou 30 passagens, resolvi lançar o passeante no local onde tinha engatado o primeiro robalo, um local bastante mais fundo. A cerca de 5 metros de mim vejo um peixe a perseguir a amostra que a ataca ao de leve e falha. Pensei cá para mim: "mais um miki maluco!". Parei o passeante e zás! Com o drag quase fechado ao máximo apercebi-me que ou o abria ou o "miki" rebentava tudo! Mal o abri, foram logo uns metros valentes de linha, sempre em direção ao fundo e para fora! Cabeçadas fortíssimas e passeante nem vê-lo nos 10 minutos que se seguiram! Que saudades destas emoções! Há quanto tempo não sentia um destes! Ao fim de uns minutos espetaculares vislumbro pela primeira vez a cabeça da fera - um cabeção com uma linha a entrar na boca e amostra nem vê-la! Fiquei ainda mais em êxtase! Abeiro o peixe, meto-me quase dentro de água e aproveito uma onda para o tentar pôr a seco. O peixe sobe para uma rocha com declive, pára por instantes e volta para dentro de água na escoa! Ai o que eu dava para ali ter um Amigo! Repetiu-se o mesmo 2 vezes e à terceira, a minha Lesath Power Game parte em 5 partes! Estava a ser uma pesca radical, até ela partir! Com muitos palavrões pelo meio, pois quando a cana partiu deixei por instantes de ter a linha tensa e pensei que o peixe tinha fugido, estiquei a linha e ele ainda lá estava. Trago-o com dificuldade à superfície e vejo que o Hidro Pencil já está fora da boca, só com 2 anzóis de uma das fateixas cravados! Mais 40 asneiras e a lembrança de uma bicuda enorme que me fugiu no ano passado nos Açores quando a tentei levantar pela linha para não partir a cana. Isso não podia voltar a fazer! Fechei o drag , corriquei o máximo de linha que consegui com os elementos soltos e carreguei a minha última esperança numa vaga! O animal estava a seco!







Estes peixes são dedicados ao Rei João (que eu muito gostava e bem merecia ter lá estado), ao Urubu, ao meu Cotinha e claro - à mais jovem menina do clã Cruz que fez o favor de me acordar, bem como à sua mana mais velha que me tinha escondido a chave do carro que me vi grego para a encontrar antes de ir pescar!


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O mesmo prazer de sempre, mas com menos escamas

Este ano não temos sido muito felizes na pesca ao robalo. É, sem dúvida, um ano fraco quer em quantidade e qualidade. São poucos e, tirando uma ou outra excepção, pequenos.
Nos tempos de fartura, damo-nos ao luxo de não fazer relatos dos "mikis". Nos dias que correm até um mikizinho tem direito a um lugar de destaque no "Hotspot"! Como isto vai mal!
O que nos vale é que mesmo com estes pequenotes, cresce-nos a esperança que os parentes mais velhos os acompanhem e caiam na nossa armadilha mais dia menos dia. Alimentam-nos a fé e avivam memórias de lutas inesquecíveis que desejamos voltar a viver...

Ontem assim foi. Mais um fim de dia de Outubro com calor de Verão. Depois de um dia de trabalho, de calção e água pela cinta lá fui com o meu Amigo Rei João alimentar a crença na despedida do sol.



Um pequeno robalo, encheu de vida a ponteira da minha cana e de êxtase o meu amigo João quando a viu abanar! O prazer foi o de sempre, sejam grandes ou pequenos...





Eles andam aí... e os grandes já não devem andar longe... resta prová-lo!

Urubu com 2 robalos de mais de 8kg!

O sol ia já bem alto quando me encontrei com o meu Pai e com o Urubu em Gaia. Tomamos o pequeno-almoço, conversamos um pouco e lá fomos nós.
Ao contrário do que vem sendo habitual neste fraco ano de robalos, o Urubu deu de caras com 2 animais de respeito, ambos com cabedal acima de 8Kg!



Uma oportunidade cada vez mais rara, especialmente nos dias que correm... será que só assim os vamos ver de agora em diante?

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Pequenos, mas lutadores. ...

O último mês, em termos de pesca foi mesmo para esquecer ! Das enúmeras vezes que fomos à pesca, o resultado foi sempre o mesmo, LÍRIOS-TONESCO !!
Tem sido bastantes as capturas deste animal, o que não é usual visto que as águas do Norte são frias ... ahahahaah
Nós designámos de Lírio-Tonesco, quando vamos à pesca e não pescamos nada, ou seja, gradámos.Isto porque quando fomos aos Açores fomos com a esperança de apanhar algum lírio, o que saiu defraudado...Como dizia o Sr.Cruz:"Olhem os Lirios do campo, porque os do mar, NEM VÊ-LOS !"
Sinceramente não faço a mínima ideia do que se está a passar para o peixe não colaborar, talvez estivéssemos mal habituados.
Esta semana fui fazer o final da tarde ao spinning, o que coincidia com o virar da maré(mais hora menos hora).Quando cheguei ao pesqueiro, reparei num enorme bando de aves a cerca de 1 milha de terra, o que me levou a pensar."Algum peixe que haja, anda bem longe e saciado.", não podia estar mais enganado.
Logo no primeiro lançamento, ferro um robalote que apesar de ser de pequenas dimensões lutou até ao fim.


Após a foto da praxe foi feita a libertação.
Pouco tempo depois, ferro outro que mais parecia irmão gêmeo do anterior.



Já com noite cerrada,consegui enganar um bom exemplar, não é nenhum troféu mas dá ânimo e alento para as jornadas seguintes.



Segundo o Valadas, este peixe é mesmo da medida do forno dele. ahahahah

Abração

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Hoje é dia 13, mas não é Sexta-feira!

Hoje de manhã saí bem cedo de casa para ir pescar com o meu pai. Como sempre, ia cheio de fé. Já o meu pai, que até nem é supersticioso, foi toda a viagem a dizer que as previsões eram de um mau dia de pesca todo o dia! E aliado a essas previsões até era dia 13!

Eu não tenho dúvidas que há vários factores que condicionam a pesca, desde a fase da lua, o tipo de maré e a fase em que se encontra, a temperatura, etc... tento levar vários desses factores em linha de conta quando decido ir pescar. Na verdade, e sem descurar a sua relevância, não são nem nunca foram os factores determinantes para me fazer sair de casa. Eu para ir pescar só preciso de uma boa companhia e de ter tempo para o fazer. Se calhar por isso carrego tantas grades, mas é a minha maneira de encarar este meu hobby!

Por sinal, as tais previsões, pelo menos desta vez falharam redondamente! Chegados ao spot escolhido, os toques sucederam-se e foi uma manhã bem animada de pesca. Pescamos 9 douradas, 8 sargos e 3 pequenos robalos (que engoliram o anzol até ao bucho e por isso os trouxemos). Nem nos iscos o peixe foi esquisito; comeram navalha, casulo e bicha do mar sem diferenças. Imaginem se a previsão tinha sido de um dia óptimo para pescar!




Tive foi pena que o meu cunhado Tiago (mais conhecido por "Xinante Atmosférico") não tivesse ido, pois da última vez que nos acompanhou foi a pior pesca do último ano em que só pescamos um pequeno sargo! A ser supersticioso, não ia era mais pescar com ele, pois sempre que vai dá um respo do caraças! Ahahahah!

Felizmente, e como referi ao meu pai na viagem até ao spot, hoje é dia 13, mas não é Sexta-feira! E a companhia, o solzinho que apanhamos e o belo almoço estavam sempre garantidos! Não se pode chamar a isto azar, seja em que dia for! E como diz o ditado: "Mais vale um mau dia de pesca, que um bom dia de trabalho"!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O Surfcasting é que está a dar!

Ainda sem gozar férias e a aproveitar cada tempinho livre para pescar, as poucas investidas ao spinning têm sido condenadas ao fracasso.
Hoje a pesca foi outra, foi o regresso às origens. Eu e o Cotinha compramos isco orgânico - bicha de mar e navalha - e resolvemos ir tentar a nossa sorte ao fundo, com as douradas como alvo.
Mal começamos a pescar, os toques sucediam-se. Contudo, o peixe "comia de borla"! Sem saber o que andava por ali a petiscar a navalha nos anzóis 2/0, o Cotinha decidiu iscar com bicha do mar e não tardou nada a ferrar um sarguito e logo de seguida uma bonita dourada.


Com o Cotinha a dar música de um lado e do outro os anzóis a virem repetidamente limpos, decidi acrescentar às minhas montagens mais um tenso, com linha mais fina e um anzol bastante mais pequeno (nº5). Não tardou a surtir efeito esta mudança e pesquei logo 3 sarguitos quase seguidos.
A manhã estava animada, especialmente para quem já não sentia um peixe há mais de 10 dias!
A cena mais caricata surgiu já a meio da manhã, quando sinto uma pancada violenta, ferro o peixe e aviso logo o meu Pai que tinha uma boa dourada. Aos poucos abeirou-se de nós e deixou-me perto de um ataque de nervos quando reparei que vinha presa não no anzol de baixo (o 2/0), mas no de cima (nº5, com tenso mais fino)! Com todo o cuidado consegui iça-la cerca de 4 metros e mete-la a seco.


É engraçado que tenho pescado sempre as douradas com iscadas generosas de navalha devidamente amarradas e esta tinha sido enganada por 2 pequenas bichas do mar que apenas tapavam um pequeno anzol nº5! Vivendo e aprendendo!
A excepção confirma a regra e lá tive de apanhar mais uma dourada gulosa com uma navalha inteira. Enquanto a pescava, a minha segunda cana quase que ia à água tal foi a violência com que um sargo esfomeado avisou que se tinha ferrado. Com a dourada a meio da subida, só tive tempo de parar de corricar e pegar na outra cana e dá-la ao Cotinha antes que fosse tarde. Foi a maneira do Cotinha ter o prazer de pescar um sargo à homem, já que os que pescou era tudo mikizada! Ahahahah!
No fim da manhã tinhamos uma pescaria agradável: trouxemos 3 douradas acima de Kilo e um sargo e devolvemos vários sarguinhos e um robalo miki.


Já deu para quebrar a grade, apanhar sol e comer bem na companhia do Cotinha que desta vez só lhe serve de consolação ter pescado a maior dourada!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Parabéns URUBU!



Um grande abraço para ti que és um Amigo muito especial!

domingo, 7 de agosto de 2011

Açores - Julho de 2011 - os vídeos



Um abraço!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

AÇORES DIA 6 – CAVACOS ANTES DO REGRESSO


Um pouco desiludidos com os resultados da pesca embarcada, no último dia desistimos de pescar na costa. Acordamos mais tarde, arrumamos as malas e rumamos até ao Restaurante Bela Vista, onde tínhamos encomendado três cavacos para almoçar. No dia anterior, depois do regresso a terra, o Paulo tinha ligado ao proprietário a indagar se ele nos preparava alguns peixes para complementar a refeição dos cavacos. Anuiu imediatamente e ficamos de passar a meio da manhã pelo restaurante para entregarmos um rocaz, dois pargos e uma garoupa.

Depois fomos dar uma volta turística pela ilha do Faial, ainda desconhecida para o Rui e o João. Visitamos naturalmente a caldeira vulcânica, onde a temperatura rondava apenas os 10 graus, e a praia do Porto dos Cedros. Fizemos uma volta completa pela ilha, deliciando-nos com as paisagens, com os caminhos ponteados de hortênsias e alargamos horizontes, conseguindo ver em alguns locais quatro das cinco ilhas do grupo central dos Açores – Faial, Pico, S. Jorge e Graciosa. Só não vimos a Terceira...

Pelas duas horas estavamos sentados à mesa para um almoço demorado. Comemos três cavacos (é pena serem tão caros...), saboreamos uma salada de rocaz e terminamos a degustar os pargos e a garoupa, grelhados na chapa. Foi um almoço espectacular! A qualidade dos produtos ajudou, mas o profissionalismo e a simpatia do proprietário e dos funcionários do restaurante foram fundamentais. É assim que se conquista mais gente para o turismo...

Depois foi a partida para o aeroporto e para uma surpresa desagradável. Ao fazermos o “check-in” foi-nos exigido o pagamento de 35 euros por cada um dos três tubos de canas. Argumentamos que na viagem de Lisboa para a Horta não tínhamos pago qualquer verba e que estavámos muito londe de atingir o limite de peso. Debalde. Tivemos mesmo de pagar 35 euros, mas juntamos os três tubos num único volume. É claro que que apresentamos uma queixa formal e esperamos que a TAP tenha o bom senso de devolver o que não lhe pertence! Não é certamente assim que cativa os turistas, nacionais ou estrangeiros!

De Lisboa ao Porto, a viagem foi rápida, com uma paragem na zona da Mealhada. Obrigatória, apesar de ser já madrugada.

Foi a última etapa de uma jornada inesquecível. Pela amizade, pelo convívio e pela alegria.

A repetir? Certamente!