quinta-feira, 21 de maio de 2020

O dia em que reboquei um animal de 100Kg

O dia começava a nascer e já estava dentro de água com o meu amigo Pedro Rodrigues rumo ao primeiro spot. Durante o percurso comentei: "Se lá chego primeiro, já só me vais ver ao longe com um peixe". Foi com aceleração máxima que assim fiz e concretizei o desejo: no primeiro lançamento para o infinito com a minha saltiga matadora, e poucos segundos depois de começar a corricar, já tinha ferrado um robalote jeitoso. Uma luta engraçada, ainda presenciada pelo meu Amigo, que sorriu! Tem ouvido tanta história e visto tão pouco peixe... Ahahahahah!
Com um início tão auspicioso, esperavamos o melhor. Na realidade, não tardou em dar sinal o segundo. O Pedro ferra um peixe, que deu duas toladas e foi dar uma volta. Paciência! Andam por lá e em quantidade! Pouco tempo depois, mais uma ferragem, desta vez com direito a captura, num vinil! Este "Rookie" está on fire!


O dia era claramente bom e o peixe colaborava a sério. Em menos de 15 minutos tínhamos livrado a grade e antevia-se uma jornada memorável.



Infelizmente, o Pedrão colocou mal o pé e fez uma rotura dos gémeos, que nos obrigou a dar a pesca por terminada. Como se já não bastasse esse infortúnio, no regresso ao areal vim literalmente a rebocar o Pedro pelo capuz enquanto ele se deixava flutuar. Mais do que os dois peixes, lembrar-me-ei destas peripécias como o dia em que reboquei um animal de 100Kg!

As melhoras para o Pedrão e que regresse depressa, pois o peixe anda aí e com fartura! 

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Desconfinando...

"Arms wide open with the sea as his floor, oh power oh!" - Pearl Jam, Given to fly



Nunca esta música soou tão a propósito. Temos vindo a ser privados de estar onde e com quem gostamos. É uma imperiosidade, por nós, por todos.
Deixamos de privar com Pais, Avós (quem tem a felicidade de os ter), Amigos. Contudo, a tecnologia deu alguma ajuda no sentido de aproximar os fisicamente mais distantes, mas jamais permitirá colmatar a falta de um abraço ou de um beijo... jamais substituirá uma brisa que nos afague o rosto (e a alma), o cheiro da maresia, o sabor salgado de uma onda.

Aos poucos vamo-nos desconfinando... e que bem que sabe!

Voltar a sentir o mar como chão, com os braços abertos para receber a liberdade suspensa em (quase) toda a sua plenitude é, de facto, uma sensação de grande poder!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Robalo de Outono





sábado, 26 de outubro de 2019

O ROOKIE!

O ROOKIE!

Já vão longínquos os anos 80 quando me iniciei na “pesca” nas férias de verão. Grande preparação era necessária; começava no quintal do meu saudoso avô David onde numa das extremidades havia uma plantação de canas da índia de onde cortava a melhor para por a secar à sombra, bem recta e esticada para ficar resistente para aguentar os GTs de 10g que iria pescar! Top tecnologia Japonesa! Depois pedia uns escudos a uma alma caridosa para a sediela e anzóis que comprava na papelaria da zona após grande prospeção de mercado. Mas como me deu para isso se ninguém das minha família ou amigos era pescador? Nem eu sei!


Muitos anos se passaram e o bichinho sempre lá ficou. Um ou outro episódio esporádico de pesca que se contam pelo dedos de uma mão!


Agora estou aqui! Rookie mas cheio de entusiasmo!


Vamos falando…


Aqui vai uma das minhas primeiras capturas.




sábado, 8 de junho de 2019

Robalo de prenda


domingo, 2 de junho de 2019

Anchova da costa ao passeante


sexta-feira, 31 de maio de 2019

Anchova ao shore jigging


terça-feira, 7 de maio de 2019

Quando o céu mostra o caminho

Para um dia mais tarde recordar!

sábado, 30 de março de 2019

O lendário 1 de Março

Pode estar sol ou chuva, um vendaval ou um dia primaveril, que enquanto houver saúde é às trutas que vou estar com o meu Pai no lendário 1 de Março!

A abertura da pesca às trutas sempre foi um dia muito especial. Enquanto estudava, era o único dia em que estava autorizado a fazer gazeta. Lembro-me de passar a última noite de Fevereiro quase em branco, com a ansiedade de pescar ao nascer do dia seguinte! As lembranças são imensas, muitas delas marcantes, como a primeira vez que o meu Pai me deixou beber cerveja, ao almoço, depois de muitos quilómetros percorridos a lançar medalhas ao longo do rio Vez... Ou aquele malho monumental do Cota, na altura grande fumador, ao longo dos socalcos até aterrar no leito do rio Teixeira! Ficou todo encharcado, mas com o cigarro na boca tipo encafandro impecavelmente seco!

Neste 1 de Março de 2019 não houve grandes peripécias. Aliás, constatou-se isso sim, a regularidade do Cotinha a enganar as belas trutas do Mondego.


Uma bonita truta, que depois de pousar para a foto foi devolvida às águas cristalinas do Mondego. 

Foi um fim de tarde bem passado, desta vez melhor ainda com a companhia da minha Mãe! 


A caminho de casa, a coisa compôs-se para os meus lados. Gradei na pesca, mas dei grandes cartas no Leitão da Bairrada e no Sarmentinho! 
É o que se vai levando de melhor desta vida!...