domingo, 30 de maio de 2010

Spinning around

Foi um excelente início de manhã, que culminou com um almoço entre Amigos em casa do nosso grande Amigo Cabé! Grande dia! Assim vale a pena andar a lançar amostras por aí!

domingo, 23 de maio de 2010

Dedicatória ao MAR


"Em ti há qualquer coisa que me anima,
Em ti há qualquer coisa que me transcende,
Que me queima as palavras, que não rima,
Em ti há qualquer coisa que me prende,
Que me queima as palavras, que não rima
Em ti há qualquer coisa que me prende!
É qualquer coisa imensa que vem de cima
E desce sobre mim, quase me ofende
Meus sentidos domina e desanima
Mas a minha vontade não se rende
Meus sentidos domina e desanima
Mas a minha vontade não se rende
A vontade é de ferro no meu peito
Mais feroz que a ânsia da saudade
Mais pura do que o olhar com que te enfeito
Mais pura do que a força da verdade,
Mais pura do que o olhar com que te enfeito
Mais pura do que a força da verdade!
E se a minha vontade me seduz
É maior do que o orgulho e que a verdade
Só ela é que me acalma e te reduz
Só ela me transporta à realidade
Só ela é que me acalma e te reduz
Só ela me transporta à realidade"

Orquestrada, "Qualquer coisa que me anima"


segunda-feira, 17 de maio de 2010

Encontro inesperado

Mais um dia como muitos outros... saí do trabalho às 8h da manhã e encontrei-me com o meu pai perto do mar para tomarmos o pequeno-almoço. Em seguida, dirigimo-nos para o carro onde preparamos calmamente o material. A maré vazava até às 11:50 e ainda tínhamos os caneiros com bastante água. O meu pai avançou comigo ao longo das rochas já descobertas, mas quando se apercebeu que tinha de se molhar para me fazer companhia, decidiu ficar por onde estava (e seco!). Nada a apontar! :) Ainda mais porque em pouco tempo já estava a fazer o gosto à cana com um robalinho!O local que eu tinha escolhido estava bonito, com bastante espuma e mar mexidinho como tanto gosto. A verdade é que já era quase meio-dia e nada, nem um toquezinho! O fim da maré aproximava-se e eu cada vez mais a pescar "em seco". Contudo, já ali tinha sido feliz na "reponta" o que ainda me dava algum ânimo. Alturas tantas, ganho ainda mais alento quando vejo um ataque à superfície. Pelo "splash" nao parecia peixe grande, mas toca a dar banho à Super Spook. Os lançamentos sucederam-se e nem um toque. Resolvo montar um boião e um raglou para lançar mais largo. Apesar da insistência, nada! Prestes a dar a jornada por terminada, já tinha voltado aos jerkbaits (normalmente mais eficazes naquele spot), vejo um segundo ataque desta vez mais perto de onde estava. Para não perder tempo a mudar de amostra nem a montar novamente o buldo, voa a Bakuba para o hotspot! Zás! Finalmente! Que encontro mais inesperado!



Penso que se trate de uma truta marisca e tinha lingueirão a sair da boca ainda vivo!


Foi uma experiência diferente!

domingo, 16 de maio de 2010

Água mole em pedra dura...

Tanto bate até que fura!

Muitos parabéns para o meu Amigo Cabé pelo bonito e merecidíssimo peixe!

2350g de persitência e muita fé!

"As grades cimentam a nossa Fé" (Cabé)

Cotinha a facturar e... a libertar!

Pois é!
O meu Cotinha deu-nos música! É um facto que ele estava a pescar ao fundo e que foram robalos e sargos do tamanho de sardinhas! hehehehe
Mas como eu e o Rui desta vez não demos com eles, lá tivemos de o aturar!

Pelo menos vimos peixe!

Parabéns Toni!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

As lentes de contacto só corrigem a miopia!

Mais um fim de tarde entre amigos. Eram sensivelmente 17h quando eu, o meu pai e o Cabé nos fizemos ao mar. O nosso amigo Rui Monteiro chegou cerca de uma hora depois directamente vindo do trabalho. Mal chegou junto a mim reparou em algo que eu nem tinha valorizado - a traineira que pescava bem perto de onde estavamos não lançava as habituais artes de pesca; em vez disso, três ou quatro pescadores de cana na mão pescavam ao corrico com buldo. Apesar desta observação, ambos começamo por pescar com jerkbaits. O Rui mantinha-se sempre atento ao que se passava no barco e ia-me chamando a atenção sempre que via algum robalito a ser pescado.
O tempo passava e continuavamos sem sentir qualquer toque! O mar estava a trabalhar bem e a água transparente mas muito oxigenada. Nem queríamos acreditar que com tão boas condições não andasse peixe por ali! Sem desanimar, mudavamos os artificiais: tentamos com passeantes, com zagaias e nada! O Rui tentava inclusivamente com buldo que, confessava, esteve para ficar no carro. Nada! Em tom de brincadeira e para animar as hostes aviso o meu amigo que da última vez que me tinha esquecido da máquina fotográfica no carro tinha apanhado um robalo de 4Kg.
Eram umas 19:30, quase viragem da maré, e sem que a sorte nos sorrisse o Rui mantinha os olhos bem abertos e chama-me a atenção para as gaivinas que mergulhavam como loucas lá bem longe no Oceano! "O peixe anda longe e não chegamos lá" dizia. Entretanto, volta a apostar no buldo. Estava ele a acabar a montagem e vejo um ataque à superfície relativamente perto do nosso spot. Exclamo: "Rui, acabei de ver um robalo a comer aqui em frente!". Ele pergunta-me onde e aceno com o dedo para o local. Segue-se um lançamento certeiro e após duas ou três maniveladas o aviso: "senti um toque", diz ele. Mais duas ou três maniveladas e: "já está!". Que lindo! Que bem pescado! Que merecido!
Podia ter acabado ali que eu já estava mais do que satisfeito pela astúcia com que vi pescar aquele robalo! Mas não acabou!
- "Monta um buldo na tua cana que a petinga entrou aqui e o robalo anda atrás dela!"
- "Nunca pesquei ao buldo! Nem buldos tenho!"
- "Pega lá um buldo e uma borracha e monta isso!"
Enquanto fazia a montagem vi mais três robalos seguidos a ser majestosamente pescados! Estava estupefacto! Nunca na minha vida tinha visto pescar quatro robalos em quatro lançamentos consecutivos! Espetáculo indescritível!
Monto finalmente o buldo, faço os primeiros lançamentos e nem um toque. O Rui pergunta-me se quero uma borracha da cor da dele. Respondo que nao, tenho fé na azul e branca mesmo nos dias que correm! Heheheheh! Entretanto, e como a experiência ao buldo é nula, ensarilho o tenso. O meu amigo pára de pescar e vem ajudar-me a desensarilhar a linha. São gestos como este, que para quem pesca há muitos anos como eu sabe que infelizmente são pouco frequentes, que me fazem gostar de pescar e ter a certeza que o faço com as pessoas certas.
Senti que o meu amigo queria tanto ou mais que eu que me estreasse com um peixinho ao buldo. Felizmente ainda fui a tempo de o fazer e logo com a sensação vezes quatro!
Acabamos por pescar 9 robalos e libertamos os mais pequenos. Fica a fotografia do maior com o não menos grande pescador e Amigo que o pescou:

Aprendi a olhar o mar com outros olhos e entendi que as lentes de contacto só corrigem a miopia! :)