terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Melhores momentos de 2013

Como vem sendo habitual, seguem-se 2 vídeos que tentam compilar alguns dos melhores momentos de 2013. Muitos ficam por mostrar, mas o importante foi vivê-los e partilhá-los entre Amigos.
Que 2014 seja pelo menos igual, com muita Saúde que é o mais importante!

(Para ver e ouvir com o som bem alto!)


Queria dedicar estas compilações aos meus Amigos e companheiros de Pesca: ao meu Pai, ao Cuco, ao Urubu, ao Xinante, ao King, ao Paulo Peixoto e ao Luís Araújo. Esta dedicatória é obviamente extensível a todos aqueles que de alguma forma tornaram os nossos momentos ainda mais especiais!
Espero que o grande Peixoto seja nomeado para os Óscares de melhor Actor principal, pois para mim está nos dois momentos mais hilariantes: o mergulho/terno e a cana partida! Ahahahahah!

Até já!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Recorde agridoce - Robalo 8,600Kg

O tempo tinha mudado nos últimos dias e a lagoa pasmacenta deu lugar a um mar forte e bruto. Até a chuva que há quase um mês não caía nos veio visitar naquele dia. Podia não estar muito agradável para apanhar sol mas, bem escolhido o spot, estava mais do que bom para pescar uns robalos.
Equipados a rigor, lá fui eu com o grande Cuco na tentativa de safar a grade numas rochas ilhadas. A ondulação de 2 a 3 metros metia medo, ainda por cima com um período de vaga de 5 ou 6 segundos! No primeiro "cantinho abrigado" que escolhemos o Sérgio enganou logo um mikizito que, apesar de prontamente devolvido, nos deu logo um alento especial. Lembro-me de comentar que "com aquele mar devia era andar ali tarolada e não mikis"... mas... toca a continuar a tentar. O tempo ia passando, a maré cada vez mais vaza e o sol cada vez mais baixo, até que o Cuco dá sinal com mais um robalo. Este já tinha a medida do saco! Com este segundo peixe do Cuco, tirado com a mesma amostra do primeiro, rendi-me às evidências e resolvi trocar a minha por uma igual; contudo, sem resultados práticos... imediatos. Tínhamos compromissos e por isso a pesca estava destinada a acabar às 18h. Com pouco mais de uma horita para fazer a festa voltei a um local onde já tínhamos tentado molhar as amostras sem êxito, cuspidas mar fora. Com menos água podia ser diferente. Tentei, tentei, tentei e já quando me preparava para voltar para junto do Cuco levo uma pancada daquelas! Ferro de pronto e vejo o peixe a vir à superfície lá longe, o que de início me fez crer que fosse pequeno. Enganei-me e bem! Era um animal de respeito pelas cabeçadas que dava e pela forma bruta com que me impedia de o trazer para junto de mim! Aliado a este facto, o mar forte com uma escoa a condizer, eram os condimentos explosivos para uma luta épica! Assim foi. Quando me apercebo disso, chamo o Cuco e peço-lhe ajuda e ele vem de imediato ao meu encalço. Com o drag bem esganado para evitar dissabores nas rochas agrestes fui deixando o peixe debater-se com a minha cana bem erguida na vertical e tentando guiá-lo naquela gincana de pedra do fundo. Os sets pareciam intermináveis e o período de vaga que já era curto, parecia uma vaga só contínua nessa altura! Cheguei a estar uns 3 ou 4 sets sem recolher um milímetro de linha! Queria era ter o peixe ali controlado, para que quando estivesse perto trazê-lo ao sabor da onda até mim! De outra forma, naquele spot, com aquele peso e a força do mar, seria impossível... Pouco a pouco foi-se abeirando e chegou o momento crítico da "boleia na onda"; "Cuco, prepara-te que vou tentar metê-lo aí"! A onda vem, puxo por ele, quase, quase até cá fora e a onda passa e o gajo volta para trás na forte escoa! Neste retrocesso, acontece o que mais queria evitar: a linha roça na pedra e nos mexilhões, mas pelo menos solta-se... Só tinha mais aquela tentativa depois deste contratempo e foi a vaga imediatamente a seguir que ajudou a colocar o robalo a seco, depois de passar por mim e em seguida pelo Cuco que foi de imediato atrás dele para o agarrar, mas só conseguiu agarrar a linha. Quando vejo o arcabouço daquele monstro digo orgulhoso ao Cuco: "este é o recorde que procuro há mais de 5 anos"! Estava eu a terminar a frase e já uma nova vaga varria literalmente a laje rochosa onde nos encontravamos. Sinto a linha novamente a esticar à medida que a onda empurrava o robalo em direcção à praia e em seguida sinto-a a partir! Nem queria acreditar! Em segundos, o peixe com que sonhei nos últimos 5 anos, passou a ser um enorme pesadelo! A onda passou e peixe nem vê-lo! Aquele peixe de sonho de cabeça imponente e lombo gigante, que chegou a estar por segundos completamente a seco e sem forças, tinha-nos escapado! O peixe de uma vida veio, disse olá e adeus! De início fiquei perplexo e incrédulo e em seguida, senti os olhos encherem-se de lágrimas... mais triste fiquei ao ver o Cuco cabisbaixo e a pedir desculpa por não o ter conseguido apanhar. Apesar da luta espetacular e inesquecível que me deu, muito honestamente preferia nunca a ter tido, do que tê-la com aquele bizarro desfecho!

Estava de rastos e não queria pescar mais. O Cuco perguntou-me se queria ir embora e disse-lhe para continuar a pescar porque eu nem tinha vontade. Ele fez mais uns lançamentos e voltou a insistir para que pescasse mais 10 minutinhos porque já eram quase 18h. Volto a colocar a linha nos passadores, coloco o terminal e vejo que não tinha levado tesoura! Peço a do Cuco emprestada e também não tinha. Era mesmo o sinal de que não valia a pena voltar a tentar a sorte, mas o Cuco atira-me um corta-unhas velhinho a ver se desenrascava... e desenrascou. Meto outra amostra igual e vou desanimado e triste para o lado do Sérgio. Primeiro lançamento e nada. Segundo lançamento e... passa a onda e sinto uma prisão que me parece pedra... a onda passa e a linha mantém-se tensa, volto a dar-lhe um esticão e afinal não era pedra! Era um peso bruto que ia dando umas valentes toladas que dobravam a minha cana completamente! "Cuco olha a cana! Tenho aqui outro igual"! Impressionante! Impensável! De loucos! Em 3 lançamentos 2 peixes de uma vida! O Cuco aconselhava-me calma, mas já nem eu nem ele a tínhamos e fomos avançando mar dentro, mais do que podíamos e devíamos... Com a adrenalina do momento, a noção do risco esvai-se e lá estavamos os dois lado a lado, outra vez, para tentar cobrar aquele valente animal! A história repetiu-se até à escoa, mas desta feita o robalo veio na nossa direção na primeira onda sem precalços. O pior foi depois... Peço ao Sérgio que o agarre bem pois as fortes ondas sucediam-se e onde nos encontravamos sentíamos bem a sua força. Vejo o Cuco a agarrar o peixão com ambos os braços, num abraço de raiva, e em seguida vejo-o desaparecer numa onda! Em seguida, pior ainda, vejo-o a seguir no sentido contrário, o do mar, na escoa e temi o pior! Gritei-lhe: "Larga o peixe, que se lixe o peixe"! Depois de 3 ou 4 cambalhotas, que podiam ter tido um desfecho muito pior que as múltiplas feridas cortantes, o Sérgio lá conseguiu levantar-se... Que grande susto!


Já mais seguros e tranquilos, festejamos emocionados aquele animal excepcional que tínhamos conseguido capturar com muito custo e entreajuda! Há 5 anos que procurava por um peixe assim, mas nunca me tinha passado pela cabeça que desse de caras (e logo com 2!) num dia assim! Só podia ser uma Sexta-feira 13! É o meu novo recorde pessoal, mas um recorde agridoce... Contudo, ficará para sempre na memória a forma como o meu Amigo e Compadre Serguei Kukunuts se arriscou (muito mais do que devia) para me ajudar... imagens que ainda agora, muitas horas depois, me mantêm desperto e sem sono, exacerbando o sabor acre deste recorde!

Termino com votos de um Feliz Natal e Boas festas, com uma mensagem muito especial em forma de vídeo:



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sábado, 14 de dezembro de 2013

Cinco anos depois...

...o tarolão com que tanto sonhei!
O relato detalhado virá depois... com laivos de sonho e de pesadelo...

Para já apenas o habitual "teaser":



Preparem-se por que o relato vai parecer um filme! :)

Boas Festas, que aqui já há bacalhau e não é salgado! Eheheheheh!


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

"Ramadão" a terminar!

Picado pelo meu amigo José Pedro, lá fui eu, sozinho, fazer uma investida perto de casa enquanto ele ia perto da casa dele.. logo se via, no final da jornada, quem se safava e melhor! O meu amigo Zé, que ultimamente anda com a mão quente, previa um bom final de tarde. No lado oposto encontrava-se a minha pessoa que está num jejum prolongado e já nem se lembra como é bom ter a voracidade de um peixinho na ponta da cana; lá fui eu pouco esperançado. Pesquei até o final da tarde e nada. Mar pequeno, com trabalhar certeiro e escoa perfeita para engatar uns predadores... nada. Trocas obrigatórias e sucessivas de amostras e vinis sem sucesso. Até que me lembro em ir ao fundo do saco buscar uma zagaia e logo no primeiro lançamento, já a noite se tinha posto, pumba... peixinho kileiro, nervoso que me quebrou este meu jejum prolongado. 


Fezadas renovadas com sentido pois foi só tempo de fazer um segundo lançamento e no terceiro... catrapumba. Peixe a seco, irmão do primeiro que, com a emoção e falta de perícia do pescador, depois de desferrado, dá um abanão escorregando para uma escoa com um "release" inesperado. Foi pena! Mais uma vez o Zé manteve o registo dos últimos dias com dois peixes da medida e um robalão com mais de 3Kg... Parabéns amigo Zé Pedro. És o grande motor deste grupo! Este relato marca o meu regresso depois de tanto tempo sem pescar um peixinho digno desse nome... espero que agora começem a crescer ao ritmo que crescem os do meu amigo José Pedro! Abraço

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Eficácia fugaz

O dia de pesca prometia mas o cansaço da semana de trabalho aliado ao frio extremo matinal não me deixaram sair da cama pela manhã. Para reforçar ainda mais esta pouca motivação, no dia anterior tinha ido pescar com o meu Amigo Cuco e tinha enganado apenas um miki pouco maior que a amostra! O mar atipicamente caído para esta altura do ano, além de ser pouco robaleiro, é um convite constante aos pescadores profissionais pouco sérios que teimam em minar a costa com artes ilegais. A visão do içar de muitos metros de rede de spots onde habitualmente nadam as nossas amostras é desolador!...
Um dia não são dias e ao fim da tarde resolvi ir tentar a minha sorte. 


O fato mais quente ainda estava molhado do dia anterior e por isso resolvi levar os waders, o que limitava um pouco a minha investida. Mesmo assim, bem antes da maré vaza já eu estava a pescar onde queria. Uma vez mais, lá estavam as bóias a umas dezenas de metros de onde me encontrava; felizmente pareciam covos ou anzóis... menos mal... embora igualmente ilegais áquela distância!... Podia ser que passasse algum peixeco...
Nos primeiros lançamentos safei logo a grade com um robalote já com a medida do forno e poucos minutos depois tinha um senhor de idade ao meu lado! Ao meu lado não, encostado a mim! 

A minha Angelkiss matadora é danada!

Com um mar tão grande não há necessidade destas cargas de ombro... e mudei imediatamente de spot. Cruzei-me com o Vitor, um pescador habitual naquelas andanças, que me confidenciou que de manhã já ali tinha tirado uns peixecos. Em tom de brincadeira, perguntei-lhe se podia matar já ali outro com o meu vinil matador e ele (que só gosta de pescar com jerks) sorriu e foi pescar mais ao lado. Ao segundo lançamento naquele spot, o vinil cai na água e mal estico a linha ele já lá estava! Tau, tau, tau! Deve ter comido o vinil ainda a descer... Hummm, este já é dos bons! Às gargalhadas chamei pelo Vitor, que mal viu a vara vergada em esforço também se começou a rir! Chamei-o para a minha beira, mas ele manteve-se fiel ao spot que escolhera. Tiro a foto da prache ao peixe, volto a lançar e zás! Não foi na queda, mas quase; mal dou as primeiras maniveladas lá estava mais um,  mais pequeno, que chegou a voar aos meus pés. Volto a chamar o Vitor que, conformado com aquela eficácia fugaz veio ter comigo. 


Como não tinha trazido vinis , apesar de os ter em casa (por não lhes depositar qualquer fé) , ofereci-lhe um dos meus. Voltamos ao activo e foi a vez do Vitor sacar o dele com o vinil em que não acreditava! Ahahahahahah! Enquanto parei de corricar ao vê-lo sacar o peixe, a minha linha foi à pedra, perdi o meu vinil e dei a pesca por encerrada pois já estava noite cerrada. Fiquei satisfeito pelos meus peixes e pelo peixe do Vitor, que indiretamente também ajudei a pescar... 



sábado, 30 de novembro de 2013

"Predador" afável

Eram 06:30 da matina quando me encontrei com o Armando, o Paulo e o Ricardo. Estava um frio de rachar, mas a vontade de pescar entre Amigos supera qualquer adversidade. 
Chegamos ao spot das primeiras varadas, após uns minutitos de caminhada pela praia, com o Armando já desanimado: "Eu gosto é de estacionar o carro e pescar em frente, não é disto"! Ahahahahah! Mal sabia o que ainda iria palmilhar! Ahahahah! O sol ia timidamente dando um ar da sua graça e foi numa paisagem idilica que irrompeu ruidosamente (pelo menos desta vez sem cheiro!) o Rui Urubu! No dia anterior tinha sido o aniversário da esposa (parabéns para a Ticha!) pelo que seria quase certa a sua ausência... Afinal estava ali, cheio de pica e a abrir o livro logo à chegada!

Paulo e Armando ao raiar do dia

Quem também não tardou a abrir o livro foi o nosso Amigo Ricardo "Murangu Xixi". Como é habitual, nunca deixa os créditos por mãos alheias e abriu o activo com um bonito robalo, que já teria a medida mas que acabou por libertar.

Ricardo "Murangu Xixi"  on fire

Depois de umas fotos e vídeos e com fé revigorada, toca a voltar a mandar as amostras para o líquido! Lança que lança, corrica que corrica e não é que volta a calhar ao mesmo! Maaaaaau! Assim não pode ser! Sempre o mesmo mijãozinho de serviço? Ahahahahahah! Afinal a regularidade é típica dos grandes pescadores e o Murangu é danado! Peixinho a seco, bocas da praxe e mais uma libertação.


Sem mais sinais de actividade de peixe, voltamos levantar a âncora e rumamos a novos spots, para grande tristeza do Armando! Ahahahahah! Ainda por cima andamos a queimar combustível para nada!
Eram 9h e o Ricardo tinha de partir e nós acabamos por ir abastecer. Duas de letra, barriguinha cheia, sol ao alto e surge a dúvida: Vamos ou não vamos pescar mais um bocadito? O Urubu tinha de partir, mas eu gostava muito de ir áquele spot com o Armando e o Paulo. Até podia não dar nada, mas pelo menos ficavam a conhecer um hotspot à maneira... Com muito custo lá vestio fato e aí vão eles! Confidenciei que naquelas bandas gosto de usar uma amostra paneleirota como o king John me ensinou e não tardou foi ela mesma que me permitiu safar a grade com um peixinho bem jeitoso. Ahahahahahah!



Foi uma jornada excelente, com pessoas excelentes, daquelas com quem dá gosto partilhar estes momentos! Conheci finalmente o Paulo, tal como os demais, um "Predador" afável que será certamente companhia assídua de outras manhãs felizes!
Obrigado Amigos e até já! 

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Acompanhado (e bem) tem outro sabor!

As minhas últimas investidas têm sido solitárias, o que, mesmo com capturas, tem menos sabor. Neste dia consegui convencer o meu Pai a acompanhar-me, se bem que mantendo-se fiel à sua pesca ao fundo com isco. O importante é que foi comigo e pudemos partilhar bons momentos.
O fim de tarde estava frio mas sem vento e o mar grande caía a olhos vistos. Sem chuva há mais de uma semana a água barrenta tinha dado lugar a uma água azul com muita espuma. Comecei a pescar com jerks e em seguida com vinis, sempre sem qualquer toque. O meu Pai, ao meu lado, enquanto aguardava pacientemente que algum peixe lhe comesse a generosa iscada de ameijoa, sugeria repetidamente que usasse um ferro pois o mar ainda estava grandote. Acabei por seguir a sugestão e logo no primeiro lançamento - PIMBA! Ataque perto da escoa e peixe cravado! Como estava a pescar de um sítio alto e ainda por cima ia de calças de fato de treino e sapatilhas (à turista! Ahahahah!) lá tive de encalhar o peixe numas rochas e ir busca-lo a correr entre os sets. Não é que o desgraçado vinha ferrado por um olho!


Grande festa, fotos tiradas e o Cotinha a moer-me o juízo: "Quem é que sabe, quem é? Eu bem te disse que era com o ferro!" Ahahahahahah! Eu ainda tentei tirar-lhe o mérito da sugestão, dizendo que foi o que lhe passou ao lado e que era um peixe solitário... o mal foi que no lançamento imediatamente a seguir, com o mesmo ferro, levo outra paulada valente, mais fora! Ahahahahah! Aí sim, tive de o aturar: "Se me tivesses ouvido mais cedo, tinhas aí um saco deles"! Ahahahahah! Com algum trabalho, pois já se  tratava de um peixinho digno de registo, lá o coloquei a seco e fui novamente busca-lo a correr! Que bela pesquinha já ali tinha!... e acompanhado (e bem) tem outro sabor! 






Entretanto o sol escondia-se no horizonte, a maré estava quase cheia e por vezes as ondas já ameaçavam molhar-nos no sítio onde nos encontravamos. Por isso, o meu Pai resolveu dar corda às sapatilhas e tentar a sorte num areal nas redondezas. Eu prometi ir ter com ele, mas queria aproveitar os últimos raios de luz naquele spot. Alguns minutos depois, de volta aos jerkbaits, levo mais uma boa paulada e sinto o bichinho do outro lado a dizer que sim! Para meu espanto, assim que o vejo lá longe à superfície pela primeira vez, constato que apenas a cabeça da amostra está fora da boca! Gulosos estes robalos de Novembro! Ahahahah! E nem era grande espingarda, mas personalidade não lhe faltava! Bem cravado como estava e com bastante mais água do que no início da jornada, trouxe-o até à escoa e numa onda coloquei-o ao meu lado, após um voo espetacular! Aahahahah!




Estava feita a pesca. Fui ter com o meu Cotinha e voltamos para casa satisfeitos, apesar da pesca ao fundo não ter dado os mesmos frutos. 



Está na alturinha do Rei dos Mikis e dos Meros, passar da teoria à prática, pois está mais que visto que no bitaite está imparável! Ahahahahah!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Um último adeus e um abraço de despedida

Há pessoas que nos marcam. Pessoas que se cruzam no nosso caminho e que, de alguma forma, quando dele se afastam, deixam conosco um pouco de si e muita saudade.

Conheci o Sr. Rebelo há uns anos atrás, num dia feliz de pesca.  Tinha feito uma dupla de robalos e um deles proporcionou-me uma luta épica e inesquecível, que culminou com a sua captura mas também com a cana partida. Foi com o coração aos saltos e adrenalina a fervilhar nas veias que me dirigi áquele senhor que procurava por polvos nas muralhas de rochas e lhe pedi para me tirar uma fotografia com os peixes. Boquiaberto, pelo maior exemplar e pela cana partida, lembro-me do primeiro comentário: "Isso não é cana para aqui, muito menos para um robalão desses"! Assim era o Sr. Rebelo: directo e honesto. Era dono de um sorriso fácil e  de um rosto moreno, queimado pelo sol de muitos anos... pelo sol que ajudou a desenhar as rugas que marcavam feições definidas. O mesmo sol, cujos feixes de luz e calor, terão sido o único conforto nos longos meses passados num bacalhoeiro nos mares da Noruega. Outros tempos... Tempos de juventude que relembrava com nostalgia em relatos apaixonados. Foi sempre um Homem do Mar... E foi no Mar e graças ao Mar que o conheci. Desse dia em diante, sempre que me cruzava com o Sr. Rebelo era um prazer poder ouvir novas histórias, aprender novas dicas sobre o mar e sobre aqueles spots em frente a sua casa que conhecia como a palma da sua mão. Habituei-me às suas histórias, à sua companhia... Habituei-me até a sentir-me observado ao longe sempre que pescava nas redondezas! Sabia muito bem regressar das pedras ilhadas e ver  que o Sr. Rebelo caminhava na minha direção para ver de perto os robalos cuja captura partilhara atentamente à distância. Aos poucos, mesmo inconscientemente, fomo-nos tornando cúmplices.
Mas não era só à distância que partilhamos capturas. Várias foram as vezes em que constatei in loco as travessias do Sr. Rebelo para as rochas ilhadas. Apesar da idade, percorria aquele trajecto com destreza nas suas botas verdes de borracha. Acredito que fosse capaz de o fazer até de olhos vendados! Além disso, o que me ficará para sempre na memória será um sargo com cerca de 2kg que pescou a poucos metros de mim com as sugas de ouriço que tão bem fazia. Apesar do mar forte e da dificuldade do pesqueiro, colocou o sargalhão aos pés, recusando a pronta ajuda que lhe prestei. Era um senhor! Quando já tinha alguma intimidade comigo confidenciou-me que já tinha pescado muitas toneladas de robalos quer da costa quer de barco, mas que nunca tinha apanhado nenhum como o que me partiu a cana no dia em que nos conhecemos! "Oh doutor, eu não sou mentiroso, por isso acredite quando lhe digo que já aqui pesquei vários sargos com 3kg"!
Foi com grande agrado que vi aquele bom Homem começar a praticar spinning com um jerkbait e ainda mais gozo me deu poder oferecer-lhe um vinil com que pesquei um robalo ao seu lado! "Oh doutor, agora é com isto?  Vou ter de experimentar"! Este era o espírito (jovem) do Sr. Rebelo...

Foi no mesmo sítio onde o conheci que recebi a dolorosa notícia da sua (inesperada) partida.
Desde então, que desejava pescar um robalo para lhe dedicar, deixando-lhe esse tributo simbólico como prova de consideração, gratidão, respeito e saudade.
Pude finalmente fazê-lo hoje ao nascer do dia (primeiro) e ao pôr-do-sol (depois, na companhia do meu Pai), com 3 robalos.  E com uma cana maior que daquela primeira vez! O Sr. Rebelo voltou a estar naquelas rochas comigo e, apesar das circunstâncias, estará mais vezes!



 

 

Obrigado por tudo o que me ensinou e por tudo o que genuinamente partilhou comigo!
Só não lhe perdoo esta última lição que me deu acerca da fragilidade do nosso ser e do quão fugaz é a vida! Podia ter-me deixado dar-lhe um último adeus e um abraço de despedida...

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Robalos de malucos

Combinei com o Zé Pedro numa loja de pesca para dar duas de treta e mostrar as novidades que haviam chegado para Spinning. Chegados à loja, toca a gastar €€ visto que o Mar, o vento e a chuva não davam tréguas e não iria dar para pescar. Quando vamos a sair da loja, havia sol e o vento até nem era tanto.... O Zé Pedro lança o convite, a ver se eu queria ir pescar. Como no dia seguinte iria novamente para Faro, aceitei de imediato.
Pego na bicicleta, vou a casa buscar o material e acelero para o pesqueiro. O Zé Pedro tinha ficado de adiantar o Almoço para a família, e tinha primeiro que passar por casa. A meio do caminho para o pesqueiro, começa a chover intensamente!! Ora Fo********, fiquei molhado que nem um pinto! Mas já que estava molhado e estava, segui debaixo de chuva. Quando lá chego estava o Zé Pedro dentro do carro, SECO!!! Foi só tempo de ele vestir o fato e arrancamos para o spot.
O que eu não sabia era que teríamos que "molhar o cu", e eu não tinha trazido fato vestido. Ora eu estava de fato de treino e de galochas até ao joelho..... Estão a imaginar o filme ???????? Mas como já estava molhado e estava, e não queria pescar da areia, toca  a atravessar com água pela cinta!!!!!!
Chegados ao local escolhido, toca a pescar. O Mar apesar de grande, naquela baía dava para pescar. Cheios de fé sempre a mandar os vinis para a água, uma, duas três, 10, 20 vezes e nem um toque!
Toca a ir mais para a frente.....E que escolha mais acertada!. Logo no primeiro lançamento TZZZZZZZZZZZZZZZ   ferro um bom peixe que me deixa perplexo ( O Zé Pedro diz-me no fim que só queria ter uma câmara para filmar a minha cara, pelos vistos foi ÉPICA!!) porque naquela zona tão baixa, tão batida de mar e tão acidentada era o último sitio que queria engatar um peixe.....  Seguro o peixe, deixo-o bater e sempre a pensar por onde o iria tirar. Quando o peixe chega a meio, uma onda atira-o para a costa e só tenho tempo de correr para a frente por entre as pedras para evitar que a linha se cortasse nas pedras.Obstáculos evitados, finalmente o peixe estava em seco! UFA... Este já cá canta ;)
Fui trocar o terminal que já estava "tocado" e toca a lançar.......Poucos lançamentos depois sinto um toque, mas não consegui ferrar. Aviso o Zé Pedro,e nos lançamentos seguintes sintou outro toque mas este consigo ferrrar. TZZZZZZZZZ 4 ou 5 cabeçadas e já estava cá fora, não era tão grande como o anterior e a Cinnetic tratou dele com distinção! ahahahahahah


Continuamos a pescar, mas por pouco tempo. Tinhamos começado a pescar eram 11:30/ Meio-dia aproximadamente, e o Zé Pedro tinha a família à espera  para almoçar, demos a pesca por terminada.
Ainda nos chamam malucos por irmos pescar em condições adversas! Maluco é quem fica em casa! Como diz o nosso Amigo Peixoto: "O Mar é que é Grandeeeee"!, dá sempre para encontrar um sítio com condições para pescar.

Abraço!

1º Robalo do ano à zagaia

Com os Mares de Inverno a quererem dar o primeiro ar de sua graça, estava mais do que na altura de começar a montar umas zagaias e uns vinis mais pesados. Os dias anteriores tinham sido bons dias de pesca, o Zé Pedro e eu tínhamos feito boas pescarias,combinou-se com a malta toda do blogue mais uma sessão de pesca, desta vez todos juntos.
Assim foi, pescaria marcada, mas o Zé Pedro só nos poderia acompanhar a partir das 20horas, pois era o seu horário de saída do trabalho.Chegados ao pesqueiro já lá estava o Sérgio, mas eu e o Rui decidimos ir experimentar um areal primeiro antes de nos juntarmos a ele. Mal chegamos ao areal, sinto logo um toque e aviso o Rui. No lançamento seguinte, tzzzzzzzz já cá estava o primeiro do dia, um robalote com 300g que foi prontamente devolvido - Um bom pronuncio para o que se ia passar a seguir.
Passado pouco tempo fomos ter com o Sérgio, que ele também já havia safado a grade com um robalo kileiro e não só, tinha encontrado a zagaia "especial" que eu tinha deixado em cima de uma pedra da parte da manhã(Obrigado!!).
 As horas passavam e nem sinal de peixe, o Rui decide ligar ao Zé Pedro a contar o que se havia passado até então, a meio da conversa, e num lançamento mais comprido, sinto a zagaia a prender, seguida de TZZZZZZZZZZZZZZ. Um bom peixe, que devido ao estado do mar, me obrigou a andar uns 20metros pelo meio das pedras, e com a ajuda do Rui lá o consegui meter a mão. Lindo peixe, bateu-se como um gigante, mas esta luta ganhei-a eu. Acusou 3,600kg.
O Rui, já é de natureza um Homem cheio de "fé", sempre positivo, ficou logo de ânimos revigorados e toca a pescar outra vez. O Sérgio decide mudar de estratégia e colocar uma amostra rígida, e logo ao primeiro lançamento engana um robalo do tamanho da amostra! É realmente de pensar, com um mar tão grande andar um juvenil capaz de se atirar a uma rapala do tamanho dele ......
O Zé Pedro chega curioso e cheio de fé, porque sabia que tinha engatado um bom peixe mas como desligamos a chamada não sabia se o tínhamos conseguido tirar.
Com a maré a encher, o mar começa a ficar com cada vez mais força e torna-se impossível pescar, todavia, entre uns bons sets e já quase a levantar a zagaia sinto uma prisão seguida de TZZZZZZZZZZZZZZ Apanhei um susto porque sabia que estava perto da pedra e o peixe a fugir para trás....... Parecia-me outro peixe bom, mas no momento que a vaga passa e o peixe "perde" a força rapidamente o icei cá para fora. Era mais um robalote jeitoso, kileiro, mas que se fez passar por um "Grandão".
Ainda tentamos ir a outro spot, mas o mar continuava grande e as horas já tinham passado, estava na hora de dar por terminada a pesca.

Abraço!

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Pedro com Mero ao Jigging - Setembro de 2013

É com grande satisfação que vos deixo mais um vídeo do Jigging nos Açores. Como a malta gostou da edição sem música, segue-se a captura de um bonito mero.

 
Os comentários do Cotinha e do grande Peixotossauro tornam o vídeo delicioso, mas eu sou suspeito...



Espero que se divirtam tanto quanto nós no momento... e depois ao revê-lo! :)))))))

Boas pescas!

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Pargo do Cotinha ao Jigging - Setembro de 2013

Tal como prometido, segue-se o Pargo que o Cotinha martelou em Setembro (e vice-versa, como se verá nas imagens! Ahahahahah!). 


Optei por não colocar qualquer música, já que os diálogos espontâneos são o sumo destes vídeos de pura adrenalina.


Em breve mais alguns engraçados...

Abraço e boas pescas!

domingo, 13 de outubro de 2013

Robalos Hotspot e Predadores ao Spinning

Finalmente juntamos a malta (quase) toda dos dois blogues e fomos mandar umas varadas. Só faltou o João Pontes e o Paulo... numa próxima oportunidade esperemos reunir mesmo todos.


O peixe quase que também faltava à chamada! Valeu-nos o mijãozinho de sempre com o seu "xixizinho"! O Ricardo (mais conhecido por Murangu Xixi, voltou a fazer jus ao nome) lá safou a grade colectiva com mais um bonito robalo para a colecção!
O mais importante foi mesmo o convívio que espero que se repita em breve.

Um abraço a todos e os parabéns em dose dupla ao Ricardo, que festeja hoje mais um aninho de vida! 
Saúde!

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O melhor momento da Viagem de Pesca de Setembro de 2013 - Peixoto parte Lesath

Passo muitos minutos, muitos dias, muitos meses a imaginar novas Viagens de Pesca. Quando finalmente as marcamos e está tudo tratado, parece que o tempo que nos separa do momento tão desejado passa mais lentamente! Muito tempo passado a planear tudo para que nada falhe e para que se possa disfrutar ao máximo de cada instante!
Com tudo isto, as expectativas criadas são quase sempre maiores que os resultados (felizmente, nem sempre) - entenda-se, o que se pesca - e culminam em grandes desilusões! Esta história que vos vou contar, por sinal, não retrata nada disso, muito pelo contrário. Serve apenas para agradecer ao meu Amigo Paulo Peixoto a sua companhia na nossa última viagem de Pesca. 

Para vos contextualizar, este meu grande Amigo, como tenho poucos, já me tinha acompanhado numa primeira aventura piscatória há cerca de 4 ou 5 anos atrás ao Ilhéu das Rolas, em São Tomé e Príncipe. Para baptismo, não podia ter sido pior nos exemplares pescados, mas nem por isso deixamos de saborear com as nossas esposas as paisagens paradisíacas e o tempo Equatorial com águas tépidas, tendo apesar de tudo arrecadado o primeiro lugar num concurso de pesca embarcada - com "uma vara de (peixes) porcos"! Lembraste Paulo? Ahahahahahah! Muita música deste aos outros pescadores com os nossos "porquinhos"! Ahahahahah! Para quem ia na expectativa de experimentar pela primeira vez o material recém comprado de jigging e com o sonho de capturar um pargo luciano, a "vara de porcos" pescada com isco, ao fundo, foi o menos mau...

Seguindo... A segunda vez que desencaminhei o meu Amigo foi para uma pesquinha na Ilha do Faial. A coisa não correu tão mal como em São Tomé, onde o Comandante do barco quando confrontado com a questão pertinente do Paulo acerca do uso do sonar (que se manteve desligado em todas as viagens apesar de lá estar fisicamente) lhe respondeu que não o usava porque "o espélho istava partidu"! No Faial, o espelho funcionava, mas o peixe fugia dele! Ahahahahah! Mesmo assim, foi uma viagem memorável, na companhia do meu Pai, do Rui Urubu e do Rei João - que o diga a mulher do Sr Neves, lembram-se?! Ahahahahahahah!

Ora bem, quem engana o Paulo duas vezes, também engana três! E aí vai ele para a Ilha das Flores (com os nossos Paizões)!



Depois dos dois tiros ao lado, o meu Amigo não levava grandes expectativas, muito pelo contrário. Ele que não é nem nunca foi pescador e que encara esta modalidade lúdica com distância e sem o nosso vício, repetia vezes sem conta os seus chavões habituais, reforçados pelos resultados das duas viagens anteriores: "O Mar é que é grandeeeeeeee!", ou "Olhai os lírios do campo, porque no mar, nem vê-los!" ou "Peixe burro! Peixe que deixa comidinha de lado e que come plástico é mesmo peixe burro"! Ahahahahahah!
Que remédio tinha eu senão ouvi-lo! Até à data, tinha-lhe dado sempre razões para as ladaínhas! Ahahahahahah!
A realidade é que é muito bom ter alguém assim sem o vício da Pesca numa viagem SÓ para PESCAR. Alguém que sabe que vai com Amigos que vão para pescar e que mesmo assim os acompanha, pela companhia, pela partilha, pela Amizade! Alguém que nem liga muito ou mesmo nada à Pesca, mas que vai e que até pesca! Ahahahahah! Graças ao meu Amigo Paulo fizemos muito mais do que pescar e vivemos momentos inesqueciveis, com e sem canas, com e sem peixes! Apesar de ser a minha segunda visita à Ilha das Flores, conheci melhor a Ilha num dia com o Paulo do que em todos os dias na primeira viagem!
Por isto e muito mais, este meu grande, grande Amigo, é daquelas pessoas com quem sou capaz de ir a qualquer lado do Mundo, fazer qualquer coisa, pois sei que me vou divertir sempre!







...Só que desta vez, apesar de (ainda) não termos pescado nenhum lírio (continuamos a olhar para os do campo), fizemos uma pescaria bem engraçada de meros, pargos, anchovas, bicudas, peixes-porco! Tudo ao jigging! Ou quase tudo...
O grande Paulo Peixoto, num dos dias em que estava mais cansado de jigar, resolveu pousar o material de jigging e fazer uns lançamentos na proa com o material mais light de spinning. Já no Faial tinha pescado algumas bicudas, primeiro com isco e depois com amostras - o que o levou a apelida-las de "Peixe-burro"! Enquanto se dirigia para a proa com a Lesath na mão, avisou logo que ia apanhar mais um "peixe-burro"... e não é que não ia demorar nada!!!! Ahahahahahahah! Quem mais sofreu com isso foi a própria Lesath, como vão ver no vídeo que se segue - para mim um dos mais hilariantes de sempre deste blogue! Quando o material multimédia é de qualidade, quanto mais se edita mais se perde e por isso deixei-o na totalidade sem cortes, tal e qual como foi vivido no momento.
Apesar de ter sido uma excelente viagem de Pesca, com alguns exemplares de respeito (eu pesquei um mero que foi o meu maior exemplar de sempre), este é para mim o melhor momento da mesma! 
Para todos os seguidores, mas sobretudo para o grande Paulo Peixoto, segue-se uma Lesath a partir desapaixonadamente e a fazer-nos partir de rir:


"Iiiiiiiiiiiiiiiiihhh meu Deuuuuuuuuuus"! Ahahahahahahah!

Um grande abraço ao meu Amigo e aos nossos Pais!

Boas Pescas!


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Um robalo especial

Dia 24 de Setembro - um dia especial hoje e sempre!
Tive de trabalhar de manhã, mas não podia deixar de ir pescar depois. Mais do que isso, desta vez tinha mesmo de apanhar um peixe. O tempo estava de feição, pelo menos para mim que gosto de temperatura amena e dias cinzentos. O mar estava lindo, robaleiro e o céu cumpriu a ameaça de enviar umas bençãos sobre a forma líquida. Sozinho, mas com uma tarefa em mente, comecei a lançar. A primeira oportunidade surgiu, ameaçou o meu recorde... Estou certo que ele esteve ali, na ponta da linha, apesar de nem ter chegado a ver escama! Que jeito teria dado ter ali um Amigo ao lado para ajudar! Infelizmente, a adrenalina do momento terminou com uma arrancada violenta na forte escoa, com o carreto a chorar a linha que desenfreadamente lhe saía da bobine e com o fluocarbono a não resistir à fricção nas rochas cortantes! Foi-se o peixe e com ele a amostra... mas não a vontade!
Após dois telefonemas para aliviar a desilusão (ao Cuco e ao Urubu), voltei à carga. Estava com tanta fé que peguei na máquina de filmar e a pousei numas rochas distantes e a deixei a filmar! Demorou dois lançamentos... O peixe que tanto desejei estava ali, forte e nervoso, ajudado por um mar difícil, num spot agreste, o que tornou a luta ainda mais saborosa! Apesar de nada ter a ver com o que anteriormente me vencera, tive de suar para o ter na mão...


A missão estava cumprida, mas ainda tinha mais meia horinha até ir buscar a minha filha mais velha à escola. Foi curioso que ainda pesquei mais um robalote quileiro, logo no último lançamento!



Sinceramente, custou-me ter de abandonar o spot, mas o mais imprtante estava feito: dedicar estes dois peixes à minha querida Avó Laura, que há 91 anos torna este dia tão especial!
Parabéns Batatinha! Adoro-te! Para o ano pesco o meu recorde no dia em que fizeres 92 anos! Ou pelo menos tento, a pensar em ti!

PS - O "Hotspot" foi criado fez no dia 23 de Setembro 5 anos. O primeiro relato também teve dedicatória à minha Avozinha!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Jigging - Setembro de 2013 - primeiro "cheirinho"...




Abraço, boas pescas e até breve com mais detalhes! ;)

sábado, 21 de setembro de 2013

Jigging - desgastante mas super viciante!

Depois de uma longa ausência e de umas merecidas férias, estamos de volta com muitas aventuras para partilhar.
Para já ficam apenas duas fotografias para abrirem o apetite de peixes pescados ao Jigging em Setembro - uma modalidade de pesca desgastante, mas super viciante!



Em breve mais fotos e vídeos de algumas capturas inesquecíveis!
Abraço e boas pescas!

PS - Tenho obrigatoriamente de deixar um agradecimento especial ao António Gouveia, Pedro Baião e Miguel Borges, pelos conhecimentos que me transmitiram nos últimos meses relativos ao Jigging.

sábado, 3 de agosto de 2013

POP, POP, POP... SHLOCK!

Faz alguns anos que andava desejoso de pescar um robalo à superfície com popper. A pesca à superfície é espetacular e proporciona uma adrenalina suplementar ao permitir ver perseguições e ataques às amostras. Este ano ainda não tinha enganado nenhum robalo à superfície, embora tenha por hábito insistir mais nos passeantes do que nos poppers, neste Verão nem uns nem outros tinham facturado...
Quando comecei a pescar, num grupos de rochas ilhadas na última hora da maré vaza, constatei que os primeiros metros de água em meu redor estavam cravejados de laminárias. Adoro pescar entre elas e os nossos amigos robalos também adoram predar nas redondezas, mas era completamente impossível animar um qualquer jerk ou vinil por entre uma cortina tão cerrada de algas. Embora o mar estivesse grossito, peguei num hidro pencil e tentei passear o cão. Rapidamente me apercebi que seria muito dificil animar aquela amostra como deve ser, pois as ondas arrastavam-na durante quase toda a recolha. Abri novamente a caixa das amostras e escolhi o meu velhinho popper da River2sea, bastante mais pesado. Lançamento atrás de lançamento, confirmava que tinha sido uma boa opção, já que no período entre vagas a animação era perfeita. Passa a vaga e "POP, POP, POP!", passa a vaga e "POP, POP, POP, POP!", passa a vaga e já perto da cortina de algas "POP, POP, POP...SHLOCK! zzzzzzzzzzzzzzz"! Grande espetáculo, grande emoção, incrível ver aquele ataque brutal que desta vez não foi precedido de qualquer perseguição visível à superfície e portanto foi ainda mais inesperado! Aquele "SHLOCK" violento seguido de meia volta em direção ao fundo e o rabo fora de água a inverter a marcha! Maravilha! Imagem das que ficam na memória para sempre! Em seguida, o costume, alguma linha concedida pelo drag até o arranque parar; fecho o drag um pouco, trago peixe à superfície com mais 2 ou 3 arrancadas e nos últimos metros tenho de trazer o peixe a planar sobre o manto de algas. Apesar de não ser nenhum troféu, longe disso, foi dos robalos que mais gozo me proporcionaram este ano e de agora em diante posso dizer que já pesquei um robalo ao Popping! Sinceramente espero repetir a sensação, pois é viciante e incomparavelmente melhor do que com amostras de meia água e afundantes.



 
Para mim, esta é uma das razões que tornam o Spinning uma vertente da pesca bastante eclética - depois de peixes ferrados com jerkbaits, stickbaits, pencils,vinis, medalhas, bucktails, passeantes, agora os poppers! E não me cansarei de experimentar novos artificiais, pois também é disso que se faz (pelo menos a minha) pesca!

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

O PARAÍSO NAS FLORES - IV - A COMIDA E O RESTO


IV - A COMIDA E O RESTO

Conheço quase todas as ilhas do arquipélago dos Açores. São todas diferentes e cada uma encerra a sua beleza intrínseca. Das Flores sabia que era a ilha mais ocidental, que tinha conhecido um forte desenvolvimento com a instalação de uma base francesa de rastreio de satélites e que era a única onde se podiam pescar trutas nas suas múltiplas ribeiras. Não sabia que era tão linda, cheia de flores (e não apenas hortências), e com carateristicas geológicas tão distintas, como são as imensas lagoas, as rochas dos bordões e as impressionantes quedas de água. Paisagens inesquecíveis!










Também não sabia que é a ilha onde mais chove. Tem atualmente menos de 4 mil habitantes. A recessão chegou há muito. A saída dos franceses e o encerramento da base militar foram um rude golpe para a economia local, que procura agora um rumo. O turismo é uma boa aposta e convivi com imensos turistas alemães e franceses. A tranquilidade, a beleza das paisagens e as atividades ligadas ao mar podem aumentar o leque da oferta turística.


Para já, há poucos restaurantes, mas os que existem servem bem, destacando-se o “Pôr do Sol”, situado na Fajãzinha.






Embora indo contra os meus interesses, os responsáveis locais e regionais podem – e devem - apostar no setor da pesca desportiva. Ainda há muito peixe e gente capaz de explorar verticalmente este nicho de mercado. E já estou a ver uma campanha publicitária com o seguinte lema: “Venha às Flores, onde pode pescar um mero à mão”!


E esta, hem?!

As desejadas douradas

Estando o meu amigo Zé Pedro por terras açoreanas entretido com pescarias memoráveis e eu a queimar os últimos dias de férias, decidi fazer uma investida ao sítio que me viu crescer como pescador.

Iscos comprados e material às costas, lá fui eu rumo ao pesqueiro que tantas alegrias me deu no ano passado. Se tudo corresse como planeado, teria uma bela manha de pesca até o "baixa mar".

Chegado ao pesqueiro, escolho uma pedra confortável e faço uns lançamentos, mas nada.. Vou saltando de pedra em pedra, até que saco o primeiro exemplar do dia... Uma bela dourada com cercar de 800g. Depois foi o frenesim habitua - peixe activo ao máximo e algumas ferragens com sucesso. Resultado final, 3 douradas idênticas e 2 bons sargos com cercado 1Kg cada; 5 belos peixes.
Entretanto, já a maré enchia, o frenesim tinha acabado e voltei para casa todo contente com os meus peixinhos.



Pela pescaria e exemplares, voltei ao pesqueiro 2 dias depois com esperança de fazer o gosto ao dedo e as esperanças não saíram defraudadas... consegui mais 4 belas douradas irmãs das anteriores e 2 sarguinhos mais pequeninos.
Apesar da pesca divertida, desta vez passei a maior parte do tempo a montar tensos.. nunca tinha perdido tanto anzol e chumbeira como desta vez, mas também não tive vontade de sair do spot, pois as investidas do peixe e ferragens sucediam-se a bom ritmo (tão bom quanto os anzóis e chumbeiras perdidos). A curiosidade da história, e para grande espanto meu,  foi que quando já arrumava o material para vir embora, vejo um barco de pesca profissional a recolher uma rede que esteve montada durante toda a maré, a cerca de 10 metros do local onde pescava... aqueles pescadores não só pescaram o que naturalmente ficou nas redes mas também todos os meus anzóis e chumbeiras que dei como semeados no mar durante toda a manha.

Vim calmamente embora com sentimento de injustiça e impunidade a que este país já me habituou.

Abraço.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O PARAÍSO NAS FLORES - III - PESCA EMBARCADA

III - PESCA EMBARCADA



O sucesso de qualquer saída para o mar depende em larga medida da qualidade do mestre da embarcação. É claro que há dias melhores, outros piores, mas o que mais desespera um pescador é ver o desinteresse e a falta de profissionalismo do mestre. Nas Flores encontramos o sr. Vasco e o seu filho Diogo como anfitriões. Pessoas de grande educação e hospitalidade, bem dispostos e grandes profissionais. Sempre disponíveis para corrigir posições, procurar novos pesqueiros, insaciáveis na procura dos peixes. Há muito que pesco no alto-mar, mas nunca tinha encontrado mestres tão competentes! Muito obrigado pela vossa paciência e competência!


Com estas condições reunidas, foi fácil até para um cota inexperiente nas andanças do jigging, como eu, experimentar novas sensações de uma pesca radical. O jigging pratica-se com aparelhos de peso variável (em média 150 a 200 gramas) feitos de metal, que se deixam cair na vertical. Mal tocam no fundo são recolhidos rapidamente e com constantes sacões. Trata-se de uma modalidade muito exigente do ponto de vista físico. O braço que segura a cana é o mais atingido, em especial a mão e o ombro, mas a outra mão – a que corrica – não escapa a umas bolhas valentes... Agora imaginem fazer isto durante cinco ou seis horas, de pé, sempre em equilíbrio instável... É obra. Só que vale a pena!








Para os predadores das águas açorianas os jig`s de cores variadas, alguns adornados com imitações de pequenos polvos, são irresistíveis. É uma sensação única o momento em que um peixe contraria a nossa ação de recolher a amostra na vertical em grande velocidade e com esticões com a sua vontade de comer. Trata-se de um impacto espetacular, maior quando o ataque ocorre com determinadas espécies e perto do fundo.
Nos dois dias que saímos para o alto-mar tiramos muitas bicudas, anchovas, serras, pargos, meros, cavalas e garoupas.
Tudo momentos especiais pela luta proporcionada, pelos arranques inesperados, pelo barulho do drag dos carretos a ceder às investidas desesperadas dos predadores.


É claro que entre tantos ataques e entre tantos peixes ficaram alguns episódios curiosos, que merecem ser relatados.
O objetivo do Pedro nesta ida às Flores era sacar um lírio. Conseguiu-o no Porto das Lages, ainda que com um exemplar pequeno, mas que deixou perceber a sua combatividade. No alto mar, logo no primeiro dia, tive um lírio bem preso. O ataque foi demolidor, a cana vergou completamente e os sacões eram fortíssimos; tive de abrir um bocadinho o drag do carreto , para ouvir então o “cantar” do aparelho, uma melodia que não mais vou esquecer! Com as indicações do Pedro e do sr. Vasco lá fui conseguindo recolher a linha, sempre alerta para os arranques do lírio. No entanto, quando o peixe estava a poucos metros da superfície, e sem nada que o fizesse prever, acabou por se soltar. Era um lírio com cerca de oito, nove quilos, segundo a opinião avalizada do sr. Vasco, que o chegou a ver, tal como eu e o Pedro, que estava a filmar.
Outro episódio curioso ocorreu com o Pedro. Estava a mandar a linha para o fundo, quando estranhou uma súbita paragem. Perguntou se estavamos a pescar a uma menor profundidade e perante a resposta negativa tratou de recolher a amostra. Só que tinha sido arrancada, ou melhor cortada, pela linha de fluorcarbono de 0,80 mm! A explicação foi dada pelo sr. Vasco – ao descer as amostras para o fundo, os anzóis tendem a vir para cima e ficar ao nível da linha de combate. O mais provável é que um wahoo (peixes enormes e altamente valorizados na pesca desportiva) tenha atacado a amostra e cortado a linha como um lâmina, graças à sua fileira de dentes impressionante!
Um último caso aconteceu comigo. Rebocava uma cavala média, já perto da superfície, quando tive um valente susto. Um vulto surgiu do nada, das profundezas do Atlântico, e seguia a minha desgraçada cavala. Não teve tempo para a atacar. Felizmente, para mim, porque era um monstro e de início julguei tratar-se de um tubarão. A meu lado, o sr. Vasco repetia admirado: “Há muitos anos que não via isto. Há muitos anos que não via isto”. Depois explicou que era um atum albacora que se preparava para comer a cavala. Um atum que, na sua opinião, teria entre 45 a 60 quilos! Como comentou o Pedro e com razão: “Aqui os predadores transformam-se rapidamente em presas”.


Como conclusão posso garantir que a pesca ao jigging é muito interessante, desde que haja predadores na zona. É um tipo de pesca extenuante que exige uma excelente condição física. A prática ajudará muito o desempenho, mas mesmo iniciados como eu - e cota – podem obter bons resultados. Uma escolha de jig menos exigente do ponto de vista físico e um bocadinho de sorte e as deficiências de técnica podem ser superadas. Mesmo assim tenho de reconhecer que dá gosto ver a técnica apurada dos amigos de Lisboa, que são habitués nas Flores, e também do meu Pedro, que rapidamente apanhou o jeito!