terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Melhores momentos de 2013

Como vem sendo habitual, seguem-se 2 vídeos que tentam compilar alguns dos melhores momentos de 2013. Muitos ficam por mostrar, mas o importante foi vivê-los e partilhá-los entre Amigos.
Que 2014 seja pelo menos igual, com muita Saúde que é o mais importante!

(Para ver e ouvir com o som bem alto!)


Queria dedicar estas compilações aos meus Amigos e companheiros de Pesca: ao meu Pai, ao Cuco, ao Urubu, ao Xinante, ao King, ao Paulo Peixoto e ao Luís Araújo. Esta dedicatória é obviamente extensível a todos aqueles que de alguma forma tornaram os nossos momentos ainda mais especiais!
Espero que o grande Peixoto seja nomeado para os Óscares de melhor Actor principal, pois para mim está nos dois momentos mais hilariantes: o mergulho/terno e a cana partida! Ahahahahah!

Até já!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Recorde agridoce - Robalo 8,600Kg

O tempo tinha mudado nos últimos dias e a lagoa pasmacenta deu lugar a um mar forte e bruto. Até a chuva que há quase um mês não caía nos veio visitar naquele dia. Podia não estar muito agradável para apanhar sol mas, bem escolhido o spot, estava mais do que bom para pescar uns robalos.
Equipados a rigor, lá fui eu com o grande Cuco na tentativa de safar a grade numas rochas ilhadas. A ondulação de 2 a 3 metros metia medo, ainda por cima com um período de vaga de 5 ou 6 segundos! No primeiro "cantinho abrigado" que escolhemos o Sérgio enganou logo um mikizito que, apesar de prontamente devolvido, nos deu logo um alento especial. Lembro-me de comentar que "com aquele mar devia era andar ali tarolada e não mikis"... mas... toca a continuar a tentar. O tempo ia passando, a maré cada vez mais vaza e o sol cada vez mais baixo, até que o Cuco dá sinal com mais um robalo. Este já tinha a medida do saco! Com este segundo peixe do Cuco, tirado com a mesma amostra do primeiro, rendi-me às evidências e resolvi trocar a minha por uma igual; contudo, sem resultados práticos... imediatos. Tínhamos compromissos e por isso a pesca estava destinada a acabar às 18h. Com pouco mais de uma horita para fazer a festa voltei a um local onde já tínhamos tentado molhar as amostras sem êxito, cuspidas mar fora. Com menos água podia ser diferente. Tentei, tentei, tentei e já quando me preparava para voltar para junto do Cuco levo uma pancada daquelas! Ferro de pronto e vejo o peixe a vir à superfície lá longe, o que de início me fez crer que fosse pequeno. Enganei-me e bem! Era um animal de respeito pelas cabeçadas que dava e pela forma bruta com que me impedia de o trazer para junto de mim! Aliado a este facto, o mar forte com uma escoa a condizer, eram os condimentos explosivos para uma luta épica! Assim foi. Quando me apercebo disso, chamo o Cuco e peço-lhe ajuda e ele vem de imediato ao meu encalço. Com o drag bem esganado para evitar dissabores nas rochas agrestes fui deixando o peixe debater-se com a minha cana bem erguida na vertical e tentando guiá-lo naquela gincana de pedra do fundo. Os sets pareciam intermináveis e o período de vaga que já era curto, parecia uma vaga só contínua nessa altura! Cheguei a estar uns 3 ou 4 sets sem recolher um milímetro de linha! Queria era ter o peixe ali controlado, para que quando estivesse perto trazê-lo ao sabor da onda até mim! De outra forma, naquele spot, com aquele peso e a força do mar, seria impossível... Pouco a pouco foi-se abeirando e chegou o momento crítico da "boleia na onda"; "Cuco, prepara-te que vou tentar metê-lo aí"! A onda vem, puxo por ele, quase, quase até cá fora e a onda passa e o gajo volta para trás na forte escoa! Neste retrocesso, acontece o que mais queria evitar: a linha roça na pedra e nos mexilhões, mas pelo menos solta-se... Só tinha mais aquela tentativa depois deste contratempo e foi a vaga imediatamente a seguir que ajudou a colocar o robalo a seco, depois de passar por mim e em seguida pelo Cuco que foi de imediato atrás dele para o agarrar, mas só conseguiu agarrar a linha. Quando vejo o arcabouço daquele monstro digo orgulhoso ao Cuco: "este é o recorde que procuro há mais de 5 anos"! Estava eu a terminar a frase e já uma nova vaga varria literalmente a laje rochosa onde nos encontravamos. Sinto a linha novamente a esticar à medida que a onda empurrava o robalo em direcção à praia e em seguida sinto-a a partir! Nem queria acreditar! Em segundos, o peixe com que sonhei nos últimos 5 anos, passou a ser um enorme pesadelo! A onda passou e peixe nem vê-lo! Aquele peixe de sonho de cabeça imponente e lombo gigante, que chegou a estar por segundos completamente a seco e sem forças, tinha-nos escapado! O peixe de uma vida veio, disse olá e adeus! De início fiquei perplexo e incrédulo e em seguida, senti os olhos encherem-se de lágrimas... mais triste fiquei ao ver o Cuco cabisbaixo e a pedir desculpa por não o ter conseguido apanhar. Apesar da luta espetacular e inesquecível que me deu, muito honestamente preferia nunca a ter tido, do que tê-la com aquele bizarro desfecho!

Estava de rastos e não queria pescar mais. O Cuco perguntou-me se queria ir embora e disse-lhe para continuar a pescar porque eu nem tinha vontade. Ele fez mais uns lançamentos e voltou a insistir para que pescasse mais 10 minutinhos porque já eram quase 18h. Volto a colocar a linha nos passadores, coloco o terminal e vejo que não tinha levado tesoura! Peço a do Cuco emprestada e também não tinha. Era mesmo o sinal de que não valia a pena voltar a tentar a sorte, mas o Cuco atira-me um corta-unhas velhinho a ver se desenrascava... e desenrascou. Meto outra amostra igual e vou desanimado e triste para o lado do Sérgio. Primeiro lançamento e nada. Segundo lançamento e... passa a onda e sinto uma prisão que me parece pedra... a onda passa e a linha mantém-se tensa, volto a dar-lhe um esticão e afinal não era pedra! Era um peso bruto que ia dando umas valentes toladas que dobravam a minha cana completamente! "Cuco olha a cana! Tenho aqui outro igual"! Impressionante! Impensável! De loucos! Em 3 lançamentos 2 peixes de uma vida! O Cuco aconselhava-me calma, mas já nem eu nem ele a tínhamos e fomos avançando mar dentro, mais do que podíamos e devíamos... Com a adrenalina do momento, a noção do risco esvai-se e lá estavamos os dois lado a lado, outra vez, para tentar cobrar aquele valente animal! A história repetiu-se até à escoa, mas desta feita o robalo veio na nossa direção na primeira onda sem precalços. O pior foi depois... Peço ao Sérgio que o agarre bem pois as fortes ondas sucediam-se e onde nos encontravamos sentíamos bem a sua força. Vejo o Cuco a agarrar o peixão com ambos os braços, num abraço de raiva, e em seguida vejo-o desaparecer numa onda! Em seguida, pior ainda, vejo-o a seguir no sentido contrário, o do mar, na escoa e temi o pior! Gritei-lhe: "Larga o peixe, que se lixe o peixe"! Depois de 3 ou 4 cambalhotas, que podiam ter tido um desfecho muito pior que as múltiplas feridas cortantes, o Sérgio lá conseguiu levantar-se... Que grande susto!


Já mais seguros e tranquilos, festejamos emocionados aquele animal excepcional que tínhamos conseguido capturar com muito custo e entreajuda! Há 5 anos que procurava por um peixe assim, mas nunca me tinha passado pela cabeça que desse de caras (e logo com 2!) num dia assim! Só podia ser uma Sexta-feira 13! É o meu novo recorde pessoal, mas um recorde agridoce... Contudo, ficará para sempre na memória a forma como o meu Amigo e Compadre Serguei Kukunuts se arriscou (muito mais do que devia) para me ajudar... imagens que ainda agora, muitas horas depois, me mantêm desperto e sem sono, exacerbando o sabor acre deste recorde!

Termino com votos de um Feliz Natal e Boas festas, com uma mensagem muito especial em forma de vídeo:



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sábado, 14 de dezembro de 2013

Cinco anos depois...

...o tarolão com que tanto sonhei!
O relato detalhado virá depois... com laivos de sonho e de pesadelo...

Para já apenas o habitual "teaser":



Preparem-se por que o relato vai parecer um filme! :)

Boas Festas, que aqui já há bacalhau e não é salgado! Eheheheheh!


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

"Ramadão" a terminar!

Picado pelo meu amigo José Pedro, lá fui eu, sozinho, fazer uma investida perto de casa enquanto ele ia perto da casa dele.. logo se via, no final da jornada, quem se safava e melhor! O meu amigo Zé, que ultimamente anda com a mão quente, previa um bom final de tarde. No lado oposto encontrava-se a minha pessoa que está num jejum prolongado e já nem se lembra como é bom ter a voracidade de um peixinho na ponta da cana; lá fui eu pouco esperançado. Pesquei até o final da tarde e nada. Mar pequeno, com trabalhar certeiro e escoa perfeita para engatar uns predadores... nada. Trocas obrigatórias e sucessivas de amostras e vinis sem sucesso. Até que me lembro em ir ao fundo do saco buscar uma zagaia e logo no primeiro lançamento, já a noite se tinha posto, pumba... peixinho kileiro, nervoso que me quebrou este meu jejum prolongado. 


Fezadas renovadas com sentido pois foi só tempo de fazer um segundo lançamento e no terceiro... catrapumba. Peixe a seco, irmão do primeiro que, com a emoção e falta de perícia do pescador, depois de desferrado, dá um abanão escorregando para uma escoa com um "release" inesperado. Foi pena! Mais uma vez o Zé manteve o registo dos últimos dias com dois peixes da medida e um robalão com mais de 3Kg... Parabéns amigo Zé Pedro. És o grande motor deste grupo! Este relato marca o meu regresso depois de tanto tempo sem pescar um peixinho digno desse nome... espero que agora começem a crescer ao ritmo que crescem os do meu amigo José Pedro! Abraço

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Eficácia fugaz

O dia de pesca prometia mas o cansaço da semana de trabalho aliado ao frio extremo matinal não me deixaram sair da cama pela manhã. Para reforçar ainda mais esta pouca motivação, no dia anterior tinha ido pescar com o meu Amigo Cuco e tinha enganado apenas um miki pouco maior que a amostra! O mar atipicamente caído para esta altura do ano, além de ser pouco robaleiro, é um convite constante aos pescadores profissionais pouco sérios que teimam em minar a costa com artes ilegais. A visão do içar de muitos metros de rede de spots onde habitualmente nadam as nossas amostras é desolador!...
Um dia não são dias e ao fim da tarde resolvi ir tentar a minha sorte. 


O fato mais quente ainda estava molhado do dia anterior e por isso resolvi levar os waders, o que limitava um pouco a minha investida. Mesmo assim, bem antes da maré vaza já eu estava a pescar onde queria. Uma vez mais, lá estavam as bóias a umas dezenas de metros de onde me encontrava; felizmente pareciam covos ou anzóis... menos mal... embora igualmente ilegais áquela distância!... Podia ser que passasse algum peixeco...
Nos primeiros lançamentos safei logo a grade com um robalote já com a medida do forno e poucos minutos depois tinha um senhor de idade ao meu lado! Ao meu lado não, encostado a mim! 

A minha Angelkiss matadora é danada!

Com um mar tão grande não há necessidade destas cargas de ombro... e mudei imediatamente de spot. Cruzei-me com o Vitor, um pescador habitual naquelas andanças, que me confidenciou que de manhã já ali tinha tirado uns peixecos. Em tom de brincadeira, perguntei-lhe se podia matar já ali outro com o meu vinil matador e ele (que só gosta de pescar com jerks) sorriu e foi pescar mais ao lado. Ao segundo lançamento naquele spot, o vinil cai na água e mal estico a linha ele já lá estava! Tau, tau, tau! Deve ter comido o vinil ainda a descer... Hummm, este já é dos bons! Às gargalhadas chamei pelo Vitor, que mal viu a vara vergada em esforço também se começou a rir! Chamei-o para a minha beira, mas ele manteve-se fiel ao spot que escolhera. Tiro a foto da prache ao peixe, volto a lançar e zás! Não foi na queda, mas quase; mal dou as primeiras maniveladas lá estava mais um,  mais pequeno, que chegou a voar aos meus pés. Volto a chamar o Vitor que, conformado com aquela eficácia fugaz veio ter comigo. 


Como não tinha trazido vinis , apesar de os ter em casa (por não lhes depositar qualquer fé) , ofereci-lhe um dos meus. Voltamos ao activo e foi a vez do Vitor sacar o dele com o vinil em que não acreditava! Ahahahahahah! Enquanto parei de corricar ao vê-lo sacar o peixe, a minha linha foi à pedra, perdi o meu vinil e dei a pesca por encerrada pois já estava noite cerrada. Fiquei satisfeito pelos meus peixes e pelo peixe do Vitor, que indiretamente também ajudei a pescar...