quarta-feira, 23 de março de 2011

Rapidinha

Durante a tarde recebi uma chamada telefónica do meu amigo Valadas a perguntar se não queria mandar o aço com ele,mas ainda não sabia se seria possível ou não!
Lá dei graxa à patroa e adiantei as minhas tarefas de pai tais como: mudar a fralda, dar a banhola, etc, etc, para ter livre trânsito.
Ao final da tarde chegou um casal amigo para visitar o Dinis e aproveitei o lanço e falei com os meus amigos Angela e Luis para fazerem companhia à patroa e ao Urubuzinho e lá concordaram em ficar. Fui como um tiro, zassss! Fui dar uma rapidinha como diz o título do post ehehehehehe!
Liguei ao Valadas a confirmar a minha ida. Combinamos a hora no spot e lá fomos nós mandar o aço... Ao chegar ao pesqueiro o mar estava excelente com vaga certinha e a fazer um espumeiro como todos nós gostamos.
Pensamos: vamos dar neles! Passada uma hora e pico de pesca nem sombra deles... o meu amigo Valadas dizia-me: caso dê um peixinho só vai dar no virar da maré!
Já mesmo no limite do virar e quase sem água no pesqueiro, lá tive um valente arranque no Sustein e já estava o menino a dar umas valentes cabeçadas no meu cotonete de 3,30m.....trabalhei o animal até aos pés e chamei o Valadas para me ajudar a meter a luva e pensei eu outra vez: mais outro para o "SACOOOO"! O que disse o Mestre Valadas confirmou-se, foi mesmo no virar! Quem sabe sabe! Mai nada!



Depois de a maré estar feita aqui para moi, ainda insistimos mais de 1 hora e tal e nem mais 1 toque. O Valadas ainda insistiu ao boião, rapala e com o ferro e dizia-me que tinha que andar mais material no liquido já que o mar prometia, mas infelizmente não lhe tocou nada.
Agradeço ao meu amigo o convite de desencaminhar, porque se não fosse ele tirava "TONESCOS"e dai vem o ditado: "só apanha quem vai" e é bem verdade!
Às vezes uma rapidinha ainda sabe melhor do que muitas...... e assim foi mais uma jornada bem passada com um orgasmo à mistura ahahahahahahahah !

Forte abraço
Rui Urubas

domingo, 20 de março de 2011

Deu para (quase) todos!

Esta madrugada saí de casa a muito custo por volta das 05:20h. Telefonei de imediato para o Rei João, na expectativa de não levar a esfrega do costume à espera à porta da casa dele. Foi, contudo, em vão. Chegada a "lady", lá rumamos ao spot ainda com noite cerrada, onde acabaríamos por nos encontrar com o Mestre Varadas e o grande Treclas. As condições eram propícias para uma boa jornada e a Lua grande e brilhante iluminava as nossas primeiras pegadas na areia.
No primeiro local onde começamos por lançar os ferros nenhum de nós sentiu peixe. Passada cerca de uma hora sem toques, o Treclas sugeriu que experimentassemos outro spot, onde teríamos de ir a nado. O Valadas só mais tarde mudaria para perto de nós, que acedemos ao desejo da mudança. No trajecto acabei por deixar cair a minha máquina fotográfica durante a passagem entre duas pedras. Ainda pesquei um bocado mas a consciência mandava-me tentar resgatar a minha caixa de memórias digital. Assim fiz e durante uma meia hora fiz o devido uso ao fato e mergulhei em busca da máquina. Sem êxito e bastante triste pela perda, voltei a fazer companhia aos meus compinchas.
Não tardou nada, o Varadas tinha o primeiro peixe do dia bem ali ao nosso lado. Enquanto o pescava, com a cana a bater, mandava bocas e dava música! Foi moralizador!
Poucos minutos depois poderia ter filmado o meu Amigo Treclas a pescar o seu primeiro exemplar do dia... Por um lado, ainda bem que não o fiz, pois já bem perto de nós o robalo conseguiu levar a linha a uma pedra, onde acabou por ficar presa. Pude prontamente atirar-me à água e nadar até à pedra ilhada onde estava a linha presa, com o robalo de zagaia na boca, meio dentro e meio fora de água. Soltei a linha e o meu Amigo rapidamente corricou o peixe até aos pés.




A coisa começava a compor-se! Dois peixinhos e já com muita percebe enorme apanhada pelo Treclas graças à maré mais viva com que pesquei este ano e ainda só eram 9h!



Apesar do cansaço de quem não está habituado a pescar com a Hiro Hi Perform de 4,20m, eu continuava a lançar a minha zagaia convictamente e vejo o Treclas vir sussurrar ao ouvido do King Petas... Só podia ser esturro, pensei eu! Heheheeh! Ou então tinha encontrado a minha máquina...mas isso era sorte a mais! E não é que era mesmo o meu dia de sorte? Ganhei logo o dia nesse momento! Mas ainda mais coisas boas nos esperavam!
Mudamos outra vez de sítio, entrando ainda mais mar dentro. A maré já estava na reponta e era a hora em que tinha mais fé. Com o Varadas ao meu lado, comentava que o mar estava a fazer um jeito espetacular e que era impossível não andar ali peixe. Desta vez tinha razão e foi a minha vez de livrar a grade!



O mar não nos deixaria ficar por perto muito mais tempo, mas o Mestre Varadas ainda pescou aquele que viria a ser o último e maior exemplar da manhã, com direito a filme e tudo!



Foi pena não podermos explorar aquele spot uns minutos mais, mas a segurança deve prevalecer sempre. Ainda fizemos mais uns lançamentos noutro local antes de dar a sessão por encerrada.

Por fim, depois de mais uma manhã muito bem passada, tiramos mais umas fotos em grupo e vimos a arte de bem amanhar um robalo ainda na praia, para comer já hoje à noite.
Deu para QUASE todos, pois há um menino que tinha a mania de fazer "cruzes" aos outros e que já vem a gradar de robalos desde Dezembro de 2010! Ahahahahahah!
É caso para dizer que hoje levou um grande:



Só espero que não fique com cara de SAPO!



Este vídeo é dedicado ao Urubas, que não pode fazer-nos companhia:


sábado, 19 de março de 2011

O MEU 1º PRESENTE DO DIA DO PAI

Olá people,

Após 2 semanas e meia sem pescar a cuidar do meu filho Dinis "Urubuzinho", hoje tive o meu primeiro presente do dia do Pai.
Acordei e pensei: hoje de tarde quer faça chuva ou faça sol, tenha vento ou não vou matar o vício para aliviar a tola,depois que tudo passei só me vai fazer bem.
Eram umas 15h e lá fui eu sozinho sem nenhum compincha para fazer companhia para o meu pesqueiro favorito com muita nortada à mistura; insisti com a zagaia e lá fui eu bater os meus canteiros que conheço e nada de nada, melhor dizendo "NESTUM C/FIGOS"!
Por volta das 17h mudei de pesqueiro e ao chegar ao spot pensei eu, sozinho agora é vai fôr eheheheh, pode ser que consiga enganar algum!
Lá comecei a varejar e após muitos lançamentos zaaasssssss,aqui está o barrote que tanto procurava já merecia depois de tanta insistência era merecido.eheheheheheh



A minha vara de 4,30m e Sustein 6000FD a pescar à homem vergava bem e reparei que era um belo exemplar, logo que o apanhei disse cá para mim, já vais para o "SAACOO"!
Este peixe dedico a toda a minha Família e Amigos que sempre estiveram comigo nos momentos difíceis!
Para ti Filhão, um beijo enorme do teu Pai que te AMA MUITO, és um lutador!.........

Forte abraço a todos
Rui Urubas

quinta-feira, 17 de março de 2011

A sorte protege os audazes...


Mestre Varadas (5,700Kg) e Paulo Presidente (2,800Kg) com dois belos robalões!
Parabéns mijões! :)

quarta-feira, 16 de março de 2011

Back to business

Trio da Cueca Molhada is back!
As dangerous as ever! Hehehe!





Preparem-se robalos! :)

quinta-feira, 10 de março de 2011

Fazer o gosto ao dedo

Eram quase 22h quando falei ao telefone com o King Petas. Desanimados com a ausência do grande Urubu nas últimas semanas, decidimos ir desanuviar um pouco à beira-mar. A sua companhia é insubstituível, mas pelo menos sentimo-nos de alguma forma mais próximos ao estar onde gostamos de estar os três juntos.
O mar estava robaleiro e a noite calma, não havia vento e a temperatura de 12ºC convidava uns lançamentos.
Tinha avisado o João que estava com um feeling que ia tirar um peixe nos primeiros lançamentos. Como o mar estava bem mexido, mais do que previsto, comecei a pescar com uma zagaia. O João preferiu uma Angelkiss, mas ao fim do primeiro lançamento deu-me razão e também se rendeu a uma zagaia. Boa hora em que o fez, pois acabou por ser ele a enganar um badejo logo a seguir.



Entretanto o (pouco) tempo passou a correr e eram já 23:30h quando ferrei o meu robalote. Foi uma pesca curtinha, mas agradável, que deu para fazer o gosto ao dedo aos dois e, de certa forma, abstrair-nos do que nos tem apoquentado ultimamente.



A verdade é que nenhum peixe nem nenhuma pesca será a mesma enquanto o nosso amigão não estiver de volta e a animar a malta como é costume!

sábado, 5 de março de 2011

Para Ti meu grande Amigo

A Vida é uma viagem em que a única coisa que temos como certa é o seu fim, e cujo percurso bem que podia ser uma travessia no oceano. Por vezes com o vento a favor, outras vezes a navegar à bolina...
Há momentos em que nos sentimos como um pequeno veleiro, insignificante e só, perdido na imensidão do mar, com rumo incerto. As nuvens negras pairam sobre nós, reduzindo-nos à nossa insignificância e pequenez.



É especialmente nessas alturas que devemos contemplar as pequenas coisas, como os raios de sol que teimam em rasgar as nuvens cerradas, como que a dizer que ultrapassado o obstáculo, estarão sempre ali dispostos a aquecer-nos. Também nós seremos capazes de vencer as tempestades e encontrar uma rota que nos leve a um porto seguro!



E ao contrário do que a imensidão do mar e o trajecto desta longa viagem que é a vida por vezes nos fazem crer, não estamos sós! E se quem nos quer bem sorri quando estamos felizes, também chora e partilha da nossa mágoa quando navegamos contra o vento, mas NUNCA, mesmo NUNCA, nos deixará perdidos no Oceano!

terça-feira, 1 de março de 2011

domingo, 30 de janeiro de 2011

O estímulo para muitas mais grades... ou não...

Gosto cada vez mais de ir à pesca! O desejo de estar perto do Mar é cada vez maior. Não sei se passou de um gosto a um vício ou obsessão. A verdade é que é das coisas que mais prazer me dá e desde que não condicione as outras actividades do dia-a-dia (o que por vezes chega a acontecer) é super saudável. Como tudo o resto na vida, sem exageros!
Mais importante do que pescar (entenda-se, tirar peixe) é ir à pesca. O próprio ritual que envolve o "ir à pesca" é viciante: o preparar as roupas, a cana e o carreto, escolher as amostras em que temos mais fé para aquele dia, escolher o "spot" ...
Para além dos rituais, temos o elemento chave - a incerteza. A incerteza é o sal da pesca. Mesmo num mundo tecnológico em que temos previsões diárias, quase ao minuto, dos parâmetros metereológicos, felizmente nem sempre estão certos! Felizmente, porque caso contrário, muitas das vezes que saídos de casa para nos encontrarmos com um grupo de Amigos junto ao Mar prevendo que estará "bom tempo" e não está, se o Windguru não se tivesse "enganado" esse encontro não teria tido lugar. Por outro lado, existem aqueles dias em que as previsões nos dizem para ficar em casa e o nosso "feeling" diz o contrário e acabamos por dar de caras com um belo robalo.
A maior incerteza relaciona-se com a presença de peixe no local escolhido. A escolha do "spot" é, para quem de facto gosta de ir à pesca, outro momento de fé e de "feeling". Predar um dos maiores predadores da nossa costa tem muito de sorte, mas também de saber - o saber acumulado ao longo de muitos dias de pesca, de muitas insistências, de muita observação e acima de tudo, de muitas grades.
Há uns dias atrás, depois de 1 mês e 4 dias sem sentir um peixe apesar de várias idas à pesca, tive o prazer de ferrar um bonito robalo.


Já insistia naquela praia há cerca de duas semanas e apesar das grades sucessivas mantinha a vontade de lá voltar. Tentativa aqui, tentativa ali, lanço num spot complicado pela primeira vez. Encontrava-me em cima de uma pedra alta e com muitas pedras pela frente, algumas emersas e muitas outras ainda cobertas por água. Acabo de fazer o lançamento e penso na melhor maneira de trazer um peixe até mim caso tivesse a felicidade de o enganar. Não seria fácil certamente pois a corrente era forte e tinha muitos caneiros para "guiar" o peixe. O lançamento foi em frente e recolhi a zagaia, bastante empurrada pela corrente, à minha direita, depois de ladear um maciço rochoso. O meu Amigo Xavier, que tinha encontrado ao chegar à praia, sugere que mudemos de sítio uma vez mais, pois aquele já tinha pouca água. Peço-lhe para fazer apenas mais um lançamento. A amostra cai uns metros mais à esquerda que o primeiro. Começo a corricar e sinto um toque que parecia numa pedra; estico a linha e já estava ferrado! Chamo o meu Amigo e ele pousa a cana e vem logo para perto de mim. Ainda bem, pois o peixe nadou de imediato para a rocha ilhada na minha frente, do lado oposto a mim, impossibilitando-me de corricar mais linha, que já estava a roçar a pedra. Com o braço que agarrava a cana no ar e todo esticado, tentando evitar que a linha rebentasse, pedi ao meu amigo que avançasse nas rochas para lhe passar a cana e tentar avançar pelo caneiro de água que nos separava. Assim foi. O Xavier atravessou o caneiro, passei-lhe a cana sempre com o cuidado de manter a linha tensa e sem nunca ter deixado de sentir as "turras" do peixe e passei para essa pedra onde viria a ser mais fácil para mim corricar o peixe, com melhor ângulo para o fazer atravessar com uma onda através de uma fenda na rocha ilhada. Quando isso aconteceu, vimos o peixe pela primeira vez à nossa frente e era maior do que aparentava. O Xavier gritou "abre o drag!", mas poucos segundos depois tinha o robalo aos seus pés.
Desta vez valeu-me a ajuda do meu Amigo, o terminal 0,50 de monofilamento (mais resistente que o multi à abrasão provocada pela rocha) e o meu conjunto de pesca renovado há meses (para durar uns anos): Lesath Power Game 3,30m e Stella 5000 SW.



Deu-me ainda mais prazer ter tirado este bonito exemplar num local que fui explorando e conhecendo pouco a pouco. Foi também um estímulo para muitas mais grades... ou não... porque em todas elas aprendo sempre mais alguma coisa, quanto mais não seja novos nós, sempre que vou com o Jerbas ou com o Varadas. E não foi a sucessão de grades que me fez (nem fará) deixar de ir à pesca! Eu gosto mesmo é de "IR À PESCA" e não necessariamente de tirar peixe... mas que sabe bem, lá isso sabe! Fica o sal (a incerteza) das próximas pescas...

domingo, 23 de janeiro de 2011

Robalo na desova

Nos primeiros meses do ano os grandes Robalos aproximam-se mais da costa. Trata-se do período reprodutivo e da desova. As fêmeas depositam os seus ovos em zonas de areia grossa, pedra rolada ou cascalho e os machos fecundam-nos em seguida.

As fotos que se seguem são ilucidativas:
1. Sondagem da costa

2. Aproximação

3. Escolha do local da desova



4. Desova - repare-se no pormenor do roçar na pedra rolada.