sexta-feira, 5 de março de 2010

Grade pela manhã, recorde ao fim da tarde

Estou de férias, mas a verdade é que me tenho levantado mais cedo do que quando vou trabalhar! Mas tem valido sempre a pena, com e sem peixe! E tenho sempre as tardes para descansar...ou não!

Hoje de manhã, combinei com os meus amigos Cabé, Orlando e Jerbey e às 7 da matina já estavamos à beira mar plantados. Estava uma manhã muito agradável: 12 ºC, vento quase inexistente e a chuva não nos veio visitar. Apesar das óptimas condições climatéricas, os robalos não quiseram nada com as nossas amostras.




Foi, contudo, um agradável convívio, que serviu para "matar" saudades dos amigos e estar em contacto com o nosso amigo Mar.

Ao fim da tarde, por volta das 18h, a pescaria há muito adiada pelos afazeres profissionais e pessoais. Eu, o Rei João (cada vez mais Rei), o meu Pai e o nosso amigo Rui Monteiro, fomos juntos pescar ao pôr do sol. E que pôr do sol!
O nosso amigo Rui Monteiro, mestre na arte dos "ferros", começou por mostrar como se seduz um robalo com zagaia. Era já noite cerrada, quando me chama a mim e ao João, com a adrenalina de uma bela ferragem! Minutos depois estava um bonito peixe de 3510g aos nossos pés, pescado com a mestria habitualmente mascarada pela modéstia. Grande Rui! Que bonito foi ver-te pescar e partilhar contigo esse momento!


Entretanto, após mais uns 5 ou 6 lançamentos com a minha Angelkiss, sabendo que o meu pai já estava no carro à espera para ir embora, aviso os meus companheiros que me ia dirigindo para o carro. Peço ao João que faça mais 2 ou 3 lançamentos e que depois vá ter conosco para rumarmos a casa. O Rui diz que também já vai embora. Chego ao carro, desmonto a cana, guardo o carreto e a amostra, tiro o fato e mudo a roupa. Rui e João, nem vê-los!
Volto à praia, assobio e aceno! Vejo uma luz que anda rapidamente de um lado para o outro e penso que estão a apressar-se para regressar. De facto estavam, mas com mais um "brinde"! De início, pensei que estavam a brincar pois o Rui trazia o saco do peixe cheio e o João trazia um peixe enorme na mão. Ao longe, enquanto se aproximavam de mim, pensei que a minha miopia me estava a tramar e que o saco do Rui trazia um pano ou algo do género... Afinal não! O Rui trazia o peixe que o vi pescar e o João tinha acabado de pescar um ainda maior!!! Era um cabeçudo de 4100g! Que belo exemplar! Ainda por cima o maior pescado ao spinning pelo Rei! O sorriso era de orelha a orelha! O de menino! O de sempre! Puro! Honesto! Merecido! Este menino é cada vez mais um grande pescador! Relatou-me o que sentiu com entusiasmo. Agradeceu a ajuda do "mestre" Rui na hora de tirar o peixe. Porque quem é humano treme, e sua e tem medo! E pede ajuda! Sem vergonha! Com orgulho!
O mesmo orgulho que, sem qualquer peixe, senti em ambos, como se fossem meus! Aliás, eram ambos meus! São ambos meus! Estão no meu livro de recordações! Graças a eles!
Chega de letra!
PARABÉNS CAMPEÕES!


quarta-feira, 3 de março de 2010

Estou de férias!!!

Nada como poder pescar todos os dias e à hora que me apetece!
Assim vai ser até dia 27 deste mês!

Hoje fui pescar bem cedinho com o meu amigo Orlando.
Estava muito vento e muito mar, mas ainda fomos a nado para uma pedrinha bem lá fora.


Pouco tempo lá conseguimos estar, mas um banhinho logo pela manhã sabe sempre bem!







terça-feira, 2 de março de 2010

O 1 de Março é sempre um dia especial!

Há muitos anos que o dia 1 de Março se tornou num dia especial.
Desde logo, porque em idade escolar, era o único dia em que tinha autorização dos meus pais para faltar. E eu que sempre fui um aluno cumpridor de horários, nesse dia nada me custava "dar um tiro" às aulas!
A abertura Nacional da pesca à truta começava a ser preparada com dias ou mesmo meses de antecedência, tal era a vontade de retomar o prazer negado na necessária época de defeso. Quando o dia chegava, com linha 0,16 ou 0,18 novinha no carreto, com medalhas meps - as velhinhas campeãs e outras a estrear - ou com minhocas da terra, lá partíamos eu e o meu pai ainda de noite para um dos muitos rios truteiros que tivemos a sorte de explorar juntos!

Esta tradição manteve-se este ano.

Desta vez, a convite do meu amigo Bruno Costa, juntei o útil ao agradável, e no dia 28 de Fevereiro tive o previlégio de conhecer a sua terra natal - Vila Pouca de Aguiar, mais precisamente Tourensinho, onde pernoitamos. Eu, o meu pai, a minha esposa e a minha filha tivemos a oportunidade de conhecer a simpática família do meu amigo, bem como de confirmar a hospitalidade dos Trasmontanos.

Depois de bem comer, conviver e ultimar pormenores para o dia seguinte, pouco dormimos.
Eram 5:30h da manhã quando nos levantamos para tomar o pequeno-almoço. Minutos depois fizemo-nos à estrada. Estavam 2ºC e chovia que se fartava! Mas a vontade era mais que muita!
A caminho do rio Bessa, paramos na casa do nosso amigo Álvaro, que se juntou a nós. Até estacionarmos o carro, paramos apenas mais uma vez; descíamos uma estrada em terra batida e tivemos de afastar uma árvore (atirada ao chão pelo mau tempo) que nos barrava o caminho.

Chegados ao curso do rio, deparamo-nos com muito vento e imensa corrente. Devido à chuva, o rio tinha transbordado as margens habituais e inundado os terrenos adjacentes.





Estas condições quase inviabilizaram a pesca com medalhas. Digo "quase", porque ainda insisti durante uma meia hora, mas era de facto impraticável esse tipo de pesca. Optamos , por isso, pela pesca "ao toque" com minhocas. A escolha revelou-se bastante profícua:

O Álvaro pescou 3 trutas:

O Bruno Costinha outras 3:

O Sr. José (pai do Costinha) outras 5;

O meu pai carregou a grade:

E eu por pouco tinha-a carregado com ele, não fosse a única truta que pesquei!


Foi mais um primeiro dia de Março especial, passado com pessoas especiais.

O meu obrigado a todas elas!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

West Lab já dão que falar


As amostras West Lab (West Coast Laboratory Lures) trazidas recentemente até nós pela Barros, estão a dar muito que falar. São quatro os modelos recentemente introduzidos no nosso mercado:
- Bakuba (12,5cm e 20g; 14cm e 28g) - muito semelhantes às Maria Angelkiss
- Macua (14cm e 20g) - muito semelhantes às Daiwa Saltiga
- Lumbo (12cm e 14g)
- Nalu (13cm e 12g)

Uma das grandes vantagens destas amostras, senão mesmo a principal vantagem, é o preço reduzido.
As Macua são o modelo que a mim me desperta maior curiosidade. Isto porque parecidas com as Angelkiss e igualmente baratas (com preço similiar a rondar os 5 euros) já temos as Vega Akada. Contudo, a partir de agora há que considerar as Bakuba também.
Parecidas com as Saltiga e a rondar os 5 euros, a concorrência não abunda!
Comprei 4 cores diferentes deste modelo que espero estrear em breve, mal o tempo o permita.



Com tanto que se têm falado destas pechinchas, que já pescam robalos de Norte a Sul de Portugal, também já têm sido apontados os primeiros defeitos, entre os quais se destacam a fraca qualidade:
- das fateixas (que abrem com facilidade);
- da pintura (pouco resitente e que justifica um banho de verniz antes da estreia).


Há que dar banho a estas meninas e pesar bem os prós e contras. Valerão o investimento extra em novas fateixas de qualidade e num reforço da pintura?
Parece-me que sim, mas a ver vamos...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Um pôr do sol diferente, para repetir

Fim de tarde como tantos outros deste Inverno gélido. Na linha do horizonte, o azul - o de sempre. Azul do céu, azul do mar, a alma que (azul) os contempla.
Uma passadeira brilhante que se estende aos nossos pés beijados pelas ondas, iluminada por um holofote cada vez mais fraco, prestes a apagar...


O bem-estar e felicidade proporcionados por este pôr-do-sol são exponenciados pela estreia do meu cunhado no spinning. Finalmente, os muitos afazeres diários e obrigações não foram impeditivos, e partilhamos este cair do dia juntos.




Espero que a experiência se repita muitas vezes!


terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

"Isto não está nada fácil!"



O importante é "sentir firmeza" e continuar a ir à pesca!
Melhores tempos estão para chegar!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Olá, até 2012 ou depois!

Cheguei ao local combinado por volta das 07:20 da manhã, ainda estava de noite. Minutos depois, despedia-se a Lua de mim, chega o meu grande Amigo Orlando. Enquanto nos vestíamos e preparavamos o material, os 3ºC tentavam desencorajar-nos... sem êxito... apesar das muitas dores nos dedos.
Tudo pronto, vamos a eles que a fé acumulada à custa das muitas grades é imensa!
Nada melhor que começar a pescar com o irromper do dia e sentir os primeiros raios de sol a curar-nos as dores nos dedos! Maravilhoso! O tempo... a ausência de vento... o mar lindo, mais calmo que nos últimos meses, convidativo, robaleiro... a maré (viva) já bem vaza e ainda com mais de 2 horas de vazante pela frente... Ouvindo o chamamento, avançamos mar dentro!
Já no spot, garantia ao meu amigo Orlando que dali não sairíamos sem dizer "olá" a um robalo. E assim foi! Mas não foi um, foram 3! Lucky craft 130 MR sardine, Rapala red head e Jackson athelete slim 14FS, foram as meninas que nos deram as alegrias. As duas primeiras ao meu amigo Orlando, a última (como já é talismã) a mim. Pelo meio ainda sentimos alguns ataques falhados, ainda tive um robalo preso algumas maniveladas até se soltar e acima de tudo boa disposição e muita música do meu Amigo à mistura!
Pena foi nenhum dos robalos ter a medida mínima, mas para além do prazer de "os sentirmos na amostra" tivemos o prazer de os devolver prontamente e nas melhores condições. Foram assim 3 "olás" seguidos de 3 "até breve", com encontro marcado para 2012 ou depois!


Obrigado Orlando! É sempre um previlégio pescar na tua companhia!


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

"Um spinner apaixonado nunca desiste"

Fui hoje presenteado com esta bela foto e respectiva mensagem pelo meu Amigo Nuno Xavier (Jerbey para os amigos).
Nesta altura do ano em que devido às condicionantes metereológicas se torna mais difícil ir à pesca, são estes gestos que nos dão ânimo e nos alegram.


Obrigado Amigo!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O meu maior robalo de 2009 - para mais tarde recordar

Desta vez sem edição do áudio... com alguns "alhos" à mistura!
Que 2010 proporcione emoções semelhantes!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Ano novo, máquina fotográfica nova

Não posso dizer que 2010 me tenha começado de feição.
No dia 1 trabalhei logo 24h! É claro que mal saí do trabalho, no dia 2 às 8 da manhã, fui-me encontrar com os meus amigos do costume para ir à pesca! Como o encontro estava marcado para uma hora antes de sair do trabalho, já que ia chegar atrasado aproveitei para ir comprar uns pães ainda quentinhos para o habitual manjar ao fim da jornada de pesca. Em seguida, ainda perdi mais uns 10 minutinhos para ir mudar de roupa e pegar no material.
Chegado ao pesqueiro, ainda ninguém se tinha estreado (e assim acabamos todos a jornada), mas mesmo assim estava com uma grande fezada! Lancei, lancei, lancei... corriquei, corriquei, corriquei... e nada! Pelo meio de tantos lançamentos ainda tive umas aulas de como localizar e apanhar polvos, dada pelo meu amigo "Rei" João - um mestre na arte! Foi muito engraçado ver a perspicácia e jeito do artista! Melhor ainda foi ver que a vontade de apanhar os pequenos polvos (a maioria que vi) tinha o intuito de privar os prevaricadores vários que se encontravam nas redondezas de exterminar bébés indefesos! O meu amigo João ainda apanhou uns 4 ou 5 polvos que lançou para bem longe no mar. Pelos menos por umas horas ficaram a salvo do maior predador... Foi também uma terapia para uma das minhas fobias - a de tocar nestes octópodes! Desde tenra idade que a tinha, resultante de um dia de pesca com um encontro imediato com um polvo já grandinho que me lançou os seus tentáculos enquanto apanhava bicha de mar com o meu pai. Graças ao meu amigo João, que colocou um pequeno polvinho na palma da minha mão, tive o previlégio de o soltar e simultaneamente abrir mão de um medo que se provou não fundamentado.
Em seguida, e porque a maré estava a vazar e era bem viva por sinal, avançamos pelas pedras mar dentro. Voltamos a lançar, a corricar, a mudar e mudar de amostras, mas definitivamente ou os robalos não andavam por lá, ou se andavam estavam de bucho cheio (polvo não faltava!)... Eu e o meu amigo João ainda pescamos na "reponta" e durante a primeira horita de enchente e só desistimos quando o nosso amigo Cascão esbracejava ao longe na areia a chamar-nos para comermos as famosas morcelas do Cabé. E claro está, faltavam os meus pães fresquinhos para as aconchegar!
Demos a pesca por terminada e apesar da grade, tinhamos registado para a posteridade vários momentos dessa manhã na minha máquina fotográfica. É sempre um prazer chegar a casa e revivê-los e poder partilha-los com quem mais gosto! Esta manhã não foi assim... mas adiante!
Chegado ao carro, toca a abrir a mala. Retiro do bolso do impermeável a chave do carro e a máquina fotográfica dentro da sua bolsinha. Pouso a máquina no tejadilho e abro a mala. O resto parece-me já bastante previsível... arrumei a "tralha", mudei a roupa molhada, comi e confraternizei e... esqueci-me que tinha pousado a máquina no tejadilho... arranquei e... era uma vez uma máquina!
Só muitos minutos mais tarde, já em casa, quando orgulhosamente me preparava para mostrar à minha mulher que tinha acabado com a minha fobia de polvos, me apercebi do sucedido. Tarde demais! Ainda procurei na roupa molhada, depois virei o carro do avesso, liguei aos meus amigos e só depois reconstitui mentalmente o esquecimento fatídico.
Fiz o caminho desde casa à praia, primeiro de carro e depois a pé (felizmente não era longe!). Parei nas lojas todas pelo caminho para saber se alguém tinha encontrado uma máquina fotográfica. O resultado manteve-se... Paciência!
O que mais me custa é não ter "backup" do cartão de memória! As memórias fotográficas daquela bela manhã entre amigos! E não só! Das fotografias do 2º aniversário da minha filha! As fotografias do Natal!
Afinal, o valor material daquela máquina não é nada quando comparado com o valor sentimental daquele cartão de memória!

Entretanto já encomendei outra igual, desta vez azul - a cor do mar, do céu, a minha cor! Pode ser que tenha melhor sorte!

Esta história que parece banal deu-me algumas grandes lições: a primeira, que se deve passar as fotografias do cartão de memória para local seguro regularmente; a segunda e bem mais importante, que as fotografias são algo bem pessoal capaz de expressar a nossa visão de um determinado local e momento para a posteridade; são registos físicos, palpáveis se assim entender-mos, dos sentimentos de um instante; a possibilidade de prolongarmos ou até eternizarmos uns segundos da nossa vida. Esta constatação foi o que mais me doeu... senti que me tiraram emoções, que agora ao relatar o sucedido sinto que foram recuperadas pelas palavras!

Pensando melhor, acho que 2010 até me começou bem de feição! Pude ir pescar com os meus amigos logo no segundo dia do ano! Tenho saúde e tenho a felicidade de ter familiares e amigos com saúde! E tenho uma máquina fotográfica nova (e ainda por cima azul) a chegar a casa! O que quero mais?


Quero esta fotografia tirada pelo meu Amigo Orlando que relata parte do que descrevi.


Obrigado Orlando!