II - PESCA AO SPINNING
Nos dois primeiros dias, por causa do tempo, pescamos da costa. Fizemo-lo em Santa Cruz, Fajã Grande e no porto das Lages. Já contei a proeza do Pedro logo no primeiro dia, mas o episódio merece um relato mais pormenorizado. Acabamos de jantar por volta das 21,30 locais e ainda havia muita luminosidade. Derreado pela chuvada e por escassas horas de sono (saímos do Porto às 2 e 30 da madrugada para apanhar o avião em Lisboa às 6,30), recusei o convite do Pedro e fiquei pelo quarto do hotel, enquanto ele foi tentar a sorte numa enseada muito bonita situada mesmo junto da unidade hoteleira.
Já tínhamos constatado que a profundidade era considerável e o Senhor Vasco tinha-nos dito que havia muitas anchovas e bicudas junto à costa. Pouco mais de uma hora depois, e quando o Vitinho já me chamava para a cama, tocou o telefone. Era o funcionário da receção a pedir-me para descer, porque o meu filho tinha uma surpresa. Desci de imediato com a certeza de que eram boas notícias. No hall, o Pedro esforçava-se por esconder atrás das costas um peixe notável. Tratava-se de um pargo enorme! Uma captura espetacular em qualquer circunstância, mais ainda da costa, ao cair da noite, quase sem luz, e sem qualquer ajuda! A juntar a tudo isto, o meu filho teve ainda o sangue frio para pegar na máquina e filmar os últimos momentos da captura, não fosse o pargo escapar-se... Para coroar este feito, é fundamental dizer que o pargo vinha ferrado numa extremidade da boca. Pelo beicinho, como se costuma dizer! Melhores do que todas as palavras, as imagens são esclarecedoras.
Já tínhamos constatado que a profundidade era considerável e o Senhor Vasco tinha-nos dito que havia muitas anchovas e bicudas junto à costa. Pouco mais de uma hora depois, e quando o Vitinho já me chamava para a cama, tocou o telefone. Era o funcionário da receção a pedir-me para descer, porque o meu filho tinha uma surpresa. Desci de imediato com a certeza de que eram boas notícias. No hall, o Pedro esforçava-se por esconder atrás das costas um peixe notável. Tratava-se de um pargo enorme! Uma captura espetacular em qualquer circunstância, mais ainda da costa, ao cair da noite, quase sem luz, e sem qualquer ajuda! A juntar a tudo isto, o meu filho teve ainda o sangue frio para pegar na máquina e filmar os últimos momentos da captura, não fosse o pargo escapar-se... Para coroar este feito, é fundamental dizer que o pargo vinha ferrado numa extremidade da boca. Pelo beicinho, como se costuma dizer! Melhores do que todas as palavras, as imagens são esclarecedoras.
É claro que fiquei de imediato sem sono e acompanhei o Pedro em novos lançamentos no mesmo local. Foi a chuva uma vez mais que nos mandou para a cama!
No domingo, ainda sem barco, voltamos ao spinning depois de almoço e de um passeio de carro pela ilha. Escolhemos a outra vila das Flores, as Lages, onde se situa o maior porto. Protegidos do vento acabamos por tirar alguns peixes-porco e um pequeno lírio.
Mais interessante foi ver como diversas espécies seguiam os vinis e as amostras, embora sem atacarem.
De regresso a Santa Cruz, jantamos mais cedo, e voltamos ao spot da noite anterior. Foram alguns minutos bem passados com a captura de anchovas e bicudas.
Alguns vinis ficaram com as marcas da voracidade destes peixes “maléficos”, outros completamente destruídos...
Tinha sido um bom aperitivo para a pesca embarcada dos dias seguintes...
(CONTINUA...)

























